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sábado, 20 de fevereiro de 2016
A Realidade Missionária na Itália
Posted by ALTAIR GERMANO DA SILVA on sábado, fevereiro 20, 2016 with No comments
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Altair Germano está missionário na Italia
Posted by Eliseu Antonio Gomes on quinta-feira, dezembro 03, 2015 with 1 comment
O pastor Altair Germano, da Assembleia de Deus em Abreu e Lima - COMADALPE, no Estado de Pernambuco, no dia 1° de dezembro deste corrente ano, às 23h, partiu do aeroporto de Recife, acompanhado de sua família, com destino a Itália, onde atuará como missionário. Trabalhará nas cidades de Mantova e Verona, supervisionando todo o trabalho missionário sob a égide da IEADALPE no continente europeu.
Altair Germano mantém o blog que carrega seu nome ( http://www.altairgermano.net/ ), é atuante na Blogosfera Cristã desde meados de 2007, e colaborou ativamente nos primeiros anos do projeto União de Blogueiros Evangélicos e até hoje é vinculado como um dos seus articulistas (aqui). Como escritor, possui quatro obras. Lançou pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) os livros Pedagogia Transformadora; O Líder Cristão e o Hábito da Leitura; e, pela Arte Editorial, Uma Liderança com Saúde e O Perfil de Sete Líderes.
Oremos para que juntamente com sua esposa e filhos seja bênção naquela país, apresentando aos corações italianos a Jesus Cristo como único Senhor e Salvador, único Mediador entre Deus e os homens.
E.A.G.
domingo, 16 de agosto de 2015
O Perdão
Posted by Felipe Moreira on domingo, agosto 16, 2015 with No comments
O perdão é uma das
práticas cristã mais evidente nas escrituras, aliás, o plano da retidão
humana passa pelo perdão, pois se não fosse o perdão de Deus em Cristo Jesus
jamais teríamos Salvação, o fato é que se perdoar fosse fácil a morte de Jesus
não seria necessário, perdoar envolve sacrifício, no nosso caso temos que
sacrificar nosso ego.
Perdão não é um ato apenas de Deus para com os humanos, mas também de pessoas para pessoas .
No conhecido relato de (Mateus 18:22) "Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete." Jesus esclarece que o perdão deve ser uma pratica contínua na vida do genuíno Cristão, se não perdoarmos ao próximo como poderemos querer que Deus nos perdoe? (Leia Mateus 6:14,15)Se Cristo é o nosso referencial e Ele perdoou quem somos nós para não liberarmos perdão?
Liberar perdão é necessário, pois quando não há perdão cria-se a mágoa, esse sentimento destruidor, além disso a falta do perdão abre legalidade para que satanás haja, como nos deixou escrito Paulo em (II Coríntios 2:10,11)“A quem perdoais alguma cousa, também eu perdôo; porque de fato o que tenho perdoado, se alguma cousa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”.
Ouço inúmeros conselhos de que devemos pedir perdão até quando não somos culpados, entretanto esse argumento não é coerente já que perdoar é declarar inocência ao culpado e não admitir a culpa, aquele que admite a culpa é o arrependido. Entenda que arrependimento está ligado ao perdão, pois sem arrependimento o perdão não é completo (Lucas 17:3 ) “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.”
Assim como Cristo nos perdoou devemos perdoar, o perdão é um ato de amor que todo cristão deve exercer , essa atitude as vezes não é fácil mas é necessária, faz parte da nossa caminhada na fé. #PerdoarFazBem
Felipe M.Nascimento.
Link: Vida Profética
www.ubeblogs.net
Perdão não é um ato apenas de Deus para com os humanos, mas também de pessoas para pessoas .
No conhecido relato de (Mateus 18:22) "Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete." Jesus esclarece que o perdão deve ser uma pratica contínua na vida do genuíno Cristão, se não perdoarmos ao próximo como poderemos querer que Deus nos perdoe? (Leia Mateus 6:14,15)Se Cristo é o nosso referencial e Ele perdoou quem somos nós para não liberarmos perdão?
Liberar perdão é necessário, pois quando não há perdão cria-se a mágoa, esse sentimento destruidor, além disso a falta do perdão abre legalidade para que satanás haja, como nos deixou escrito Paulo em (II Coríntios 2:10,11)“A quem perdoais alguma cousa, também eu perdôo; porque de fato o que tenho perdoado, se alguma cousa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”.
Ouço inúmeros conselhos de que devemos pedir perdão até quando não somos culpados, entretanto esse argumento não é coerente já que perdoar é declarar inocência ao culpado e não admitir a culpa, aquele que admite a culpa é o arrependido. Entenda que arrependimento está ligado ao perdão, pois sem arrependimento o perdão não é completo (Lucas 17:3 ) “Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.”
Assim como Cristo nos perdoou devemos perdoar, o perdão é um ato de amor que todo cristão deve exercer , essa atitude as vezes não é fácil mas é necessária, faz parte da nossa caminhada na fé. #PerdoarFazBem
Felipe M.Nascimento.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Integridade em Tempos de Crise - Uma Anatomia de Daniel 6
Posted by ALTAIR GERMANO DA SILVA on segunda-feira, novembro 10, 2014 with No comments
Em termos práticos as lições que podem ser extraídas dos eventos narrados no capítulo 6 do livro do profeta Daniel podem se dividir em alguns temas perfeitamente aplicáveis à vida do crente dentro e fora do ambiente da igreja.
A Excelência nas Realizações (Dn 6.1-3)
E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte presidentes, que estivessem sobre todo o reino; e sobre eles três príncipes, dos quais Daniel era um, aos quais esses presidentes dessem conta, para que o rei não sofresse dano. Então, o mesmo Daniel se distinguiu desses príncipes e presidentes, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino.
A integridade do caráter de Daniel nas tarefas lhe confiadas já era notória entre as principais lideranças do reino. O convite recebido por Dario não foi por acaso. Há crentes que desejam oportunidades de realizações, mas não demonstram competência naquilo que fazem. Convites para grandes empreendimentos são feitos apenas àqueles que alcançam um alto nível de confiança para sua execução.
A atitude de Dario é uma lição para os atuais líderes no diz respeito à necessidade de delegar. Ninguém consegue presidir sozinho e alcançar progresso e sucesso em seu governo, gestão e administração. Delegar é preciso, mas conforme observamos no texto acima, não se delegam grandes responsabilidades a qualquer pessoa. Filhos, genros, noras, cunhados, cunhadas, demais parentes e amigos de alguns líderes recebem delegação sem as mínimas condições de atender às necessidades reais do trabalho. É o conhecido nepotismo. Aos nossos familiares e amigos devem confiadas tarefas e atividades que de fato estejam a altura de realizá-las, caso contrário, sofrerão o líder, o delegado e a obra.
Daniel não apenas cumpriu a missão lhe confiada, mas o fez com um espírito excelente, com esmero, com qualidade, com dedicação, como quem serve ao Senhor e não a homens (Ef 6. 5-8), destacando-se dessa maneira dentre os demais.
A Inveja (Dn 6.4-5)
Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa. Então, estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.
O filósofo e escritor Olavo de Carvalho afirma que: “A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio da autovalorização. [...] A inveja é o único sentimento que se alimenta de sua própria ocultação.”
A inveja é a podridão dos ossos (Pv 14.30b).
O invejoso é aquele que se entristece, para em seguida arder de ciúmes das conquistas e dos méritos alheios. Ela queria estar, ser e receber o que temos recebido, mas, como não consegue, alimenta silenciosamente esse sentimento nefasto, transformando-o em seguida em ações contra a nossa vida e realizações.
No trabalho, na escola, na faculdade, na igreja, na família, em todos os lugares há os invejosos e os vitimados pela inveja. Basta que nos destaquemos em algo e os invejosos logo se assanham, para depois se revelarem. Eles não conseguem ficar ocultos, nem ocultar seus sentimentos por tanto tempo. Acabam traídos por si mesmos. Você já foi vítima da inveja de alguém? Se já realizastes grandes e excelentes feitos, se de alguma forma te destacastes em algum contexto, com certeza o olhar e a mente dos invejosos já te fulminaram vivo. Não se preocupe com os invejosos, e continue realizando com excelência o que te chegou às mãos para realizar.
Os Invejosos e seus Planos Malignos e Covardes (Dn 6.6-9)
Então, estes príncipes e presidentes foram juntos ao rei e disseram-lhe assim: Ó rei Dario, vive eternamente! Todos os príncipes do reino, os prefeitos e presidentes, capitães e governadores tomaram conselho, a fim de estabelecerem um edito real e fazerem firme este mandamento: que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. Agora, pois, ó rei, confirma o edito e assina a escritura, para que não seja mudada, conforme a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. Por esta causa, o rei Dario assinou esta escritura e edito.
Todo invejoso é um covarde, um traidor, um inimigo disfarçado. Eles geralmente elaboram planos para atingir aquele que é objeto se sua inveja. Com Daniel não foi diferente, nem o será conosco.
Não são poucos, assim acredito, dentre aqueles que estão lendo o presente texto, que já foram atingidos por invejosos covardes. Eu mesmo teria mais de uma experiência para relatar. Enquanto você lê este texto, é provável que algum invejoso esteja armando algo contra você, elaborando um plano para destruir tua carreira profissional ou ministerial, lutando com todas as forças para impedir a tua ascensão.
Para pavor, frustração e desespero deles, ninguém pode impedir os planos de Deus em tua vida! Mesmo que venhamos a sofrer, por fim a vontade de Deus se realizará plenamente em nós e por nós, par ao louvor e glória do Seu santo nome. A covardia de algum invejoso servirá de testemunho e experiência em sua vida para outros, e para as novas e futuras gerações. Se mantenha firme com o caráter cristão lhe outorgado pela Palavra no poder do Espírito.
Infelizmente, há nas empresas e nas igrejas líderes que se deixam levar pelos conselhos dos invejosos, que não pensam antes de agir, que sucumbem diante dos bajuladores. Sim, geralmente os invejosos são também grandes bajuladores dos seus “chefes”. O pior é que tem “chefes” profissionais e eclesiásticos que adoram uma bajulação.
Tal realidade acaba provocando juízo, decisões e ações precipitadas por parte dos líderes. Se algum líder já errou, seguindo o conselho maldoso de algum assessor ou delegado mal intencionado, que buscava o mal de um companheiro seu bem sucedido, espero que já tenha aprendido a lição, e que não repita o erro, par que não venha a sofrer com a injustiça cometida.
A Postura de Daniel Diante da Covardia dos Invejosos (Dn 6.10-15)
Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer. Então, aqueles homens foram juntos e acharam Daniel orando e suplicando diante do seu Deus. Então, se apresentaram e disseram ao rei: No tocante ao mandamento real, porventura não assinaste o edito pelo qual todo homem que fizesse uma petição a qualquer deus ou a qualquer homem, por espaço de trinta dias, e não a ti, ó rei, seria lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Esta palavra é certa, conforme a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. Então, responderam e disseram diante do rei: Daniel, que é dos transportados de Judá, não tem feito caso de ti, ó rei, nem do edito que assinaste; antes, três vezes por dia faz a sua oração. Ouvindo, então, o rei o negócio, ficou muito penalizado e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração livrá-lo; e até ao pôr do sol trabalhou por salvá-lo. Então, aqueles homens foram juntos ao rei e disseram ao rei: Sabe, ó rei, que é uma lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou ordenança, que o rei determine, se pode mudar.
Repito e insisto que não há como ser próspero nas realizações e não ser invejado. A grande questão é como vamos lidar com a inveja e com os invejosos.
Daniel respondeu aos covardes invejosos e à equivocada resolução do rei com oração. Ele não relativizou os seus valores morais e espirituais. Há crente que negociam valores morais e espirituais para alcançarem ou se manter em altas posições. Estão dispostos a vender a própria alma ao diabo por isso. Conheço muitos assim. Perderam o temor de Deus. Estão enfeitiçados e dominados por suas intensas e loucas vaidades. Querem poder, cargos, tronos, prestígio e reconhecimento a todo o custo. Daniel não buscou tais coisas, elas vieram em sua direção na medida em que se mantinha fiel a Deus e trabalhava com excelência. Quando conquistou altos patamares de confiança e autoridade no reino, Daniel também não se apegou a estas coisas. Não havia para ele nada mais importante do que a sua comunhão com o seu Deus.
Ouvi de um líder conhecido nacionalmente, embriagado por cargos e posições, que o poder não se conquista, se toma. De fato, a ação de tal líder, e de tantos outros embriagados pelo poder, é de que vale tudo para se manter e para se tomar poder. Que o Senhor tenha misericórdia destes.
Deve nos chamar também a atenção, o fato de que as atividades políticas e administrativas de Daniel não lhe roubaram o seu tempo de oração, de intimidade com o Pai celestial. Nossas atuais ocupações profissionais ou eclesiásticas tem nos afastado da oração? Se a resposta for positiva, devemos rever urgentemente as nossas prioridades (Lc 10.38-41).
Na Cova dos Leões (Dn 6.16-24)
Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e o lançaram na cova dos leões. E, falando o rei, disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará.
E foi trazida uma pedra e foi posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus grandes, para que se não mudasse a sentença acerca de Daniel. Então, o rei dirigiu-se para o seu palácio, e passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono. E, pela manhã cedo, se levantou e foi com pressa à cova dos leões. E, chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste; e, falando o rei, disse a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum. Então, o rei muito se alegrou em si mesmo e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado Daniel e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.
Deus permite que soframos temporariamente com as ações dos covardes invejosos. Daniel não escapou, nem tampouco nós escapamos de nossas “covas dos leões”. Na realidade, há um grupo de leões dentro da cova, e outro que fica fora, torcendo por nossa destruição e falência. Deus trata dos dois grupos.
Por uma intervenção divina na história, os leões de dentro da cova não tocaram em Daniel. O instinto animal deles foi neutralizado, de maneira que Daniel ficou intacto. Um mensageiro de Deus fechara a bocas dos leões. Covas de leões não são lugares confortáveis de se estar, mas às vezes são indispensáveis para o nosso crescimento integral. Na cova o Senhor demonstra o seu poder e a sua fidelidade para com os seus filhos amados. Conforme o testemunho do rei, de fato Daniel era um servo do Deus vivo, do Deus que intervém.
Quanto aos leões que ficaram fora da cova, falo dos covardes invejosos, os tais colheram o que semearam. Para eles nenhum anjo foi enviado, e consequentemente, as bocas dos leões de dentro da cova não foram fechadas. Morreram desgraçadamente.
No intuito de matar os outros, os invejosos acabam se matando. No desejo de acabar com a ascensão profissional e eclesial de alguns, os invejosos do alto daquilo que já conquistaram desabam. Os da história aqui narrada perderam os seus assentos de príncipes e presidentes, e acabaram dentro de uma cova, tornando-se ração de feras, tendo os ossos esmigalhados.
A Retratação do Rei, a Glória de Deus e a Contínua Prosperidade de Daniel (Dn 6.25-27)
Então, o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e gente de diferentes línguas, que moram em toda a terra: A paz vos seja multiplicada! Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até ao fim. Ele livra, e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do poder dos leões. Este Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario e no reinado de Ciro, o persa.
Quando o líder erra e toma consciência do seu erro, o mínimo que se espera dele é a retratação e a correção do erro. Assim agiu Dario, assim devem agir todos aqueles investidos de autoridade. Reconhece o erro é um sinal de humildade, dignidade e integridade de caráter.
Em meio a todo o ocorrido, Deus foi mais uma vez exaltado por seu bondoso e poderoso livramento, e seu servo Daniel continuou prosperando em suas realizações. Daniel não sua integridade arranhada pelas feras humanas, nem seu corpo pelos leões.
O episódio deste capítulo 6 de Daniel é lenitivo para as nossas almas, e fortaleza para a nossa fé no Deus vivo!
www.ubeblogs.netquinta-feira, 11 de setembro de 2014
O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus - Subsídio para Lição Bíblica
Posted by ALTAIR GERMANO DA SILVA on quinta-feira, setembro 11, 2014 with No comments
O texto de Tiago 4.11-17, além de tratar sobre o julgamento e a soberania de Deus, aborda também sobre o pecado da maledicência e a arrogância humana.
O PECADO DA MALEDICÊNCIA
Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo? (Tg 4.11-12)
A Bíblia nos ensina que é possível entre os crentes regenerados haver quem fale mal do seu irmão. Falar mal significa: expressar hostilidade, caluniar, injuriar, insultar, ofender, ultrajar, vilipendiar, falar coisas ruins, etc.
O pecado da maledicência é veementemente proibido em vários textos:
O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe. (Sl 140.11)
Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. (Ef 4.31)
Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. (1 Co 5.11)
Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. (1 Tm 3.11)
Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, (1 Pe 2.1)
O verbo grego no imperativo presente katalaleite (falar mal), antecedido da negativa me (não) em Tiago 4.11, revela que a ação já estava em andamento na igreja, e que precisava ser refreada continuamente.
O juízo feito entre irmãos não tinha como propósito a motivação correta de reparar um dano, antes, estavam causando danos uns aos outros através da maledicência. Tratava-se de crítica destrutiva, em vez de construtiva.
A MALEDICÊNCIA, O JULGAMENTO E A LEI
A declaração de Tiago de que o maledicente fala mal e julga a própria Lei, pode ser compreendida das seguintes maneiras:
- Ao falar mal de um irmão, falamos mal da Lei e a julgamos, pois ela nos proíbe que o façamos (Lv 19.16, 18) (J. Gill);
- Quando falamos mal e julgamos os irmãos, geralmente o fazemos em áreas da vida sobre as quais as leis de Deus não se pronunciam com clareza ou que nos deixa a liberdade de agir como quisermos. Dessa forma, acabamos achando defeito na própria lei de Deus por não se pronunciar sobre esses assuntos (M. Henry);
- Ao falar mal de um irmão e ao julgá-lo, tomamos a lei em nossas mãos e assumimos o papel de legisladores. Ao fazer isso, julgamos a lei e até achando falta nela. (J. Calvino)
Vale lembra que o julgamento condenado por Tiago não diz respeito ao ato de avaliar os erros e pecados dos irmãos com o objetivo de corrigi-los e conduzi-los ao arrependimento (Mt 7.6; 18.15; Lc 17.3; Gl 6.1; 1 Jo 4.1; Ap 2.2). O procedimento que conduz a conversão de um irmão pecador é recomendado pelo próprio Tiago (5.19, 20).
Somente Deus, o único Legislador e Juíz soberano, através de suas leis, pode julgar os homens no âmbito em que Tiago censura a maledicência/julgamento (Tg 4.12).
A SOBERANIA DE DEUS E A ARROGÂNCIA HUMANA
Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. (Tg 4.13-16)
A soberania de Deus, o faz Senhor absoluto sobre toda a criação, e nos é revelada conforme abaixo:
Soberania não é uma propriedade da natureza divina, mas uma prerrogativa oriunda das perfeições do Ser Supremo. Se Deus é Espírito, e portanto uma pessoa infinita, eterna e imutável em suas perfeições, o Criador e preservador do universo, a soberania absoluta é um direito seu. A infinita sabedoria, bondade e poder, com o direito de posse que pertence a Deus no tocante às suas criaturas, são o fundamento imutável de seu domínio (cf. Sl 115.3; Dn 4.35; 1 Cr 29.11; Ez 18.4; Is 45.9; Mt 20.15; Ef 1.11; Rm 11.36) (Charles Hodge, p. 331, 2001).
Os textos abaixo nos falam sobre a soberania e a autoridade de Deus:
No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. (Sl 115.3)
Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes” (Dn 4.35)
Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos.” (1 Cr 29.11)
Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entreoutros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça. (Is 45.9)
Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom? (Mt 20.15)
[...] nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, (Ef 1.11)
Deus não condena o planejamento em si mesmo, mas a maneira como ele algumas vezes é feito. Excluir a ajuda de Deus dos nossos planos, ou simplesmente pedir que ele os aprove sem opinar, é pecado de arrogância, pois transmite a ideia de que não precisamos ou dependemos dele para conseguir os nossos objetivos pessoais, profissionais, ministeriais, eclesiais, etc.
Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.
Onde está Deus no projeto acima? Pelo contrário, há uma clara manifestação da presunção humana, da auto-suficiência, da independência de Deus. Tal atitude é condenada pela seguinte sentença:
Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões [...]
A efemeridade da vida é citada por Tiago, assim como o fez Oséias, demonstrando a falibilidade dos projetos meramente humanos;
Por isso, serão como nuvem de manhã, como orvalho que cedo passa, como palha que se lança da eira e como fumaça que sai por uma janela. (Os 13.3)
O salmista diz o mesmo:
Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará. (Sl 39.6)
Porque os meus dias, como fumaça, se desvanecem, e os meus ossos ardem como em fornalha. (Sl 102.3)
Ninguém pode garantir o sucesso de seus próprios planos. Somente com a ajuda de Deus poderemos prosperar e realizar conquistas para a sua glória. [...] se o Senhor quiser. Essa é a atitude que deve nortear os planos de um homem e mulher de Deus:
Então, disse o rei a Zadoque: Torna a levar a arca de Deus à cidade. Se achar eu graça aos olhos do SENHOR, ele me fará voltar para lá e me deixará ver assim a arca como a sua habitação. (2 Sm 15.25)
Mas, despedindo-se, disse: Se Deus quiser, voltarei para vós outros. E, embarcando, partiu de Éfeso. (At 18.21)
...mas, em breve, irei visitar-vos, se o Senhor quiser, e, então, conhecerei não a palavra, mas o poder dos ensoberbecidos. (1 Co 4.19)
Porque não quero, agora, ver-vos apenas de passagem, pois espero permanecer convosco algum tempo, se o Senhor o permitir. (1 Co 16.7)
Isso faremos, se Deus permitir. (Hb 6.3)
Em relação aos planos futuros, o sábio nos ensina:
Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do SENHOR permanecerá. (Pv 19.21)
Que o Senhor nos ajude, e nos trate, nos curando e libertando de toda maledicência, orgulho, presunção, prepotência, soberba, altivez e arrogância. De tudo aquilo que não busca o bem do próximo, nem a glória de Deus.
Quem sabe o bem que deve fazer e não o faz, peca (Tg 4.17).
O conhecimento do dever que não é usado é pecado, o pecado de omissão (A. T. Robertson)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FRIBERG, Barbara; FRIBERG, Timothy. O Novo Testamento Grego Analítico. São Paulo: Vida Nova, 2006.
HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001.
LOPES, Augustus Nicodemus. Interpretando a Carta de Tiago. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
SHEDD, Russel P.; BIZERRA, Edmilson F. Uma exposição de Tiago: a sabedoria de Deus. São Paulo: Shedd Publicações, 2010.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Subsídio para Lição Bíblica
Posted by ALTAIR GERMANO DA SILVA on sexta-feira, agosto 01, 2014 with No comments
TIAGO
1.19 Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
1.20 Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus.
1.21 Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.
1.22 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.
1.23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural;
1.24 pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência.
1.25 Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.
1.26 Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã.
1.27 A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.
O cuidado com o falar está diretamente relacionado com a verdadeira espiritualidade, com a religiosidade pura e imaculada.
Enquanto escrevo o presente texto, me sinto ainda inconformado com algumas palavras ouvidas que não condizem com a verdade de um determinado contexto. Observemos algumas questões que envolvem o cuidado com o falar:
1 – Cuidado com o falar fora do tempo
Há um tempo certo para falar as coisas. Falar uma verdade, ou tecer uma crítica ou comentário, implica em discernir o momento oportuno. Falar a coisa certa no tempo errado poderá resultar em grandes transtornos. Antecipar a fala, ou falar tardiamente não atitudes que implicam na falta de sabedoria.
2 – Cuidado com o modo de falar
Controlar a maneira de falar, principalmente quando sentimentos de indignação, raiva e ira nos envolvem, não é tarefa muito fácil. Nossas palavras geralmente carregam e expressam no tom os nossos sentimentos. Gritar ou levantar o tom da voz é uma das maneiras de manifestar indignação. Desenvolver a inteligência emocional que nos leva a pensar não antes de falar é um grande desafio a ser alcançado. A grande questão aqui não é a de não demonstrar os sentimentos no falar, mas de perder o controle dos sentimentos e da fala.
3 – Cuidado com o que falar
O conteúdo da fala do cristão deve estar livre de mentiras ou jogos semânticos. Mentir descaradamente ou dissimuladamente é pecado. O diabo é o pai da mentira. Uma meia-verdade é também uma meia-mentira. Tentar dissimular através do falar e de jogos semânticos diante de pessoas inteligentes demonstra a falta de inteligência do dissimulador. Palavras de baixo nível não devem fazer parte do vocabulário do cristão. Há pessoas que antes de falar mentiras aos outros, mentem para si mesmos, enganando o seu coração (v.26). As pessoas falam mentiras para conquistar ou manter-se em posições já conquistadas. Há pessoas que falam para difamar, injuriar, denegrir, humilhar, etc. Tenhamos cuidado com o que falamos, pois seremos julgados por isso.
4 – Cuidado com o local de falar
Há locais adequados para determinados tipos de conversar, discussões, etc. O ambiente deve ser considerado na ora de pronunciarmos algumas palavras, de revelarmos alguns fatos, ou de denunciarmos alguns erros. Questões que ganharam publicidade ampla talvez precisem ser esclarecidas na mesma proporção. As instâncias de discussões e soluções de problemas devem ser respeitadas.
5 – Cuidado com a responsabilidade de falar
Omitir a fala pode ser considerado um ato de covardia e conveniência egoísta. Na direção do Espírito, fundamentado em princípios bíblicos, o crente não deve temer falar ou se posicionar diante das mais diversas questões que envolvem o cotidiano na família, trabalho, escola, igreja, etc., mas sempre considerando as questões aqui citadas.
Haverá casos em que você falará no tempo, do modo, no local, da maneira e a coisa certa, e mesmo assim sofrerá retaliações, incompreensões e perseguições por isso. Não tema! Confie em Deus, o justo juiz, que a seu tempo e forma julgará a questão.
Quanto ao ouvir
Ouvir é uma capacidade que precisa ser desenvolvida, pois nos torna mais sábios, uma vez que ouvindo aprendemos, refletimos, ponderamos. Pais, administradores, chefes, gerentes, pastores, professores e outros em posição de liderança precisam ouvir seus liderados. Ouvir mais e falar menos é uma atitude prudente. A Bíblia nos alerta “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!”
Para concluir, a nossa fala “religiosa” precisa estar em sintonia com a nossa prática “religiosa”, ou seja, o nosso discurso e as nossas boas obras precisam caminhar de mãos dadas na estrada do viver cristão.
Ninguém está isento de tropeçar no falar, a grande questão é se aprenderemos com os tropeços, para que assim possamos nos livrar de grandes quedas.
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