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segunda-feira, 13 de junho de 2016

O tanque de Betesda

Posted by Eliseu Antonio Gomes on segunda-feira, junho 13, 2016 with No comments

Esdras Cabral de Melo. Pensata Teológica.

Por Esdras Cabral de Melo

Sobre a cura de um paralítico de Betesda (João 5.1-15). O tanque é religioso, o anjo é crendice, mas o milagre é divino. Em visita ao Tanque de Betesta em Israel.

A muito se tem discutido sobre a questão da veracidade do tanque de Betesda. Para alguns estudiosos da bíblia a discussão ficou tão acirrada sobre o assunto que se esqueceram do mais importante da passagem de João capítulo. 5. Que não era o tanque, nem o anjo e sim o milagre ter acontecido à cura do paralítico pelo mestre Jesus.

Todos nós que somos biblicistas sabemos que a cidade de Jerusalém sempre foi muito importante por ser considerada à cidade sagrada. Por judeus, cristãos e muçulmanos.

Nessa cidade havia uma fonte de água que ficava próximo da “porta das ovelhas”, ou seja, próximo a um mercado de animais. Talvez por essa cidade, ser reconhecida como sagrada, e, portanto, mística.

Nasceu a história de que essa fonte possuía águas miraculosas. Dizia-se que um anjo vinha do céu uma vez por ano, agitava as águas e o primeiro doente que mergulhasse, seria curado.

Muitas pessoas se aglomeravam aguardando um milagre. Na verdade uma multidão de pessoas inválidas: cegos mancos e paralíticos.

Foi construído nessa fonte um pavilhão para abrigar tanta gente, este possuía um alpendre com cinco pavimentos. O lugar foi denominado, ironicamente, de Betesda – que em hebraico significa “casa de misericórdia”.

“Conta-se que muitas famílias, para se verem livres dos doentes, os abandonavam nos alpendres do tanque de Betesda. Os ricos compravam escravos para os ajudarem a entrar nas águas.

Alguns alugavam as bordas mais próximas, que possibilitavam melhor acesso. Todos queriam o seu milagre e, lógico, os mais abastados, sagazes e famosos, se sentiam perto da graça”.

É óbvio que se os mais abastados ficavam nos lugares de melhor acesso para entrar na água, os pobres e miseráveis ficavam sempre no fundo do pavilhão, sempre por último.

Eu sei que é difícil, mas imaginemos a situação: Um lugar que se acreditava que um anjo descia uma vez por ano, mas ninguém sabia a data exata.

De repente alguém grita: “o anjo agitou as águas”, e a confusão estava feita, doentes se jogando por todos os lados na tentativa de ser o primeiro a entrar, e novamente aconteceu que, ninguém sabe ao certo quem foi o primeiro e, portanto, não houve cura. Mais um ano de frustração.

As pessoas afirmavam que o anjo descia até o tanque anualmente, mas ninguém sabia a data exata. Irrequietos, os doentes mais hábeis saltavam, esporadicamente, para se anteciparem ao anjo. A confusão era constante. Os que se sentiam melhor corriam pelos corredores gritando “aleluia” e outros, nervosos e frustrados, desmentiam os milagres. Vez por outra, levantavam-se profetas prevendo o dia preciso em que o anjo visitaria o local.

A passagem de Jesus pelo tanque de Betesda aconteceu num sábado, o dia sagrado dos judeus, porque ele tinha um propósito: mostrar que a religião se preocupa, prioritariamente, com a sua estabilidade. Os religiosos sobrevivem da ilusão e não têm escrúpulos de gerar falsas expectativas em pessoas fragilizadas.

A Jerusalém do século I a.C. reunia vários elementos das culturas anteriores, como babilônicos, persas e helênicos, que as tinha conquistado. O helenismo profundamente difundido pela alta sociedade encontrava forças nas suas bases culturais principalmente quando estava relacionado à cura de doenças, estas eram entendidas pelos povos semíticos como provenientes de demônios crença essa difundida desde períodos remotos.

Mas, essa piscina, descoberta quando da ampliação de uma casa no contexto de Jerusalém no final do século XIX, foi escavada em meados do século XX.

Para surpresa dos arqueólogos, alguns dados vieram à tona: o primeiro deles é que essa piscina faz parte de um complexo ligado ao santuário de Serápis (Asclépio) que era o deus associado à cura.

Ela tem muito pouco (pelo menos o que foi escavado) haver com o ambiente estritamente judaico. Talvez, por isso, Jesus não mandou o homem mergulhar na piscina; ele o curou ali mesmo na borda.

Este era um santuário do deus da cura, Asclépio, e parece ter muito mais relação com as guarnições multiétnicas romanas estacionadas em Jerusalém, o que não quer dizer que ele também não possa ter atendido a judeus helenizados”.

Foram encontradas no local colunatas do estilo romano e uma pintura de um anjo agitando as águas que segundo os especialistas responsáveis pelo achado comprovam que essa pintura é do período dos imperadores romanos cristãos, fato esse comprovado pelos profissionais químicos atuais, responsáveis por estudos mais profundos utilizando a técnica do carbono 14.

Os romanos reutilizaram a estrutura e a aumentaram consideravelmente. Acrescentaram cisternas, bancos nas salas cobertas e, possivelmente, um altar para sacrifícios. O lugar era claramente um santuário onde se tomavam banhos de cura, sob a proteção de Serápis*, como mostra as peças arqueológicas descobertas.

Afrescos murais representando a cura; ex-voto comemorando as duas funções de Serápis (curas e salvamentos no mar); moedas reproduzindo a efígie de Serápis e da deusa Hígia, filha de Esculápio; uma representação mostrando Serápis como serpente com a cabeça de homem barbado.

O Tanque de Betesda ficava localizado próximo a uma fonte que segundo registros, já tinha a função de abastecimento desde o período de Salomão, como os mapas utilizados pela autora Karen Armstrong mostram. A primeira menção de ocupação da atual área de Jerusalém, remonta do século X a.C. pelo povo Jebuseu, nesse período não tinha referências de águas subterrâneas, à parte ocupada pelos Jebuseus se resumia a um elevado bem protegido e com a fonte de Gion.

Contudo, constatamos que, o tanque nada mais era que uma espécie de “Aparecida do Norte” de sua época. Judeus que acreditavam em algo obviamente inexistente. O Tanque de Betesda é símbolo do formalismo e misticismo religioso, onde jazem milhões e milhões de pessoas ao redor de um símbolo, aguardando que um dia aconteça alguma coisa que os tire desta situação!

Sobre a Pregação que devemos fazer

Se você passou muito tempo ouvindo e pregando de forma diferente acerca desse assunto. Nunca é tarde para se corrigir. Levando em conta que:

1 – O tanque nada mais é do que um lugar religioso cheio de misticismo e fábulas sobre curas e milagres;

2 – O anjo mencionado no vers. 4 (falta este versículo nos melhores Mss. Do original, mas Tertuliano (145-220 d.C) faz referência a esta tradição). na verdade era uma crendice do povo religioso e que virou censo comum sem nenhuma comprovação pelos milagres acontecidos. Claro que pode ser que alguns se diga ter sido “curado” pois sabemos que o diabo quando permitido por Deus pode realizar tal feito;

3 – o que deve ser enforcado na suam mensagem além de fazer essas ressalvas é priorizar o fato, o milagre ter acontecido não pelas água agitada, nem tão pouco pelo anjo que descia e sim pela palavra de autoridade e poder do Senhor Jesus.

___________

Admite-se que o culto a Serápis tenha sido introduzido em Alexandria, por volta do século IV a.C. com o propósito de reunir em um sincretismo as tradições religiosas egípcia e helênica. Fonte. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ser%C3%A1pis 

Do lado egípcio, o deus identificava-se com Osíris, o marido de Ísis; do lado grego, aproximava-se de Dionísio e dos seus mistérios. Nas duas tradições, esses deuses presidiam à vegetação e governavam o mundo subterrâneo. Por um certo tempo, Serápis ganhou o status de deus masculino universal ("o único Zeus Serápis"), e seu culto, geralmente associado ao de Ísis, disseminou-se pelo mundo Greco-Romano. No reinado do imperador Teodósio I, em 391, o grande Templo de Serápis, em Alexandria, foi atacado e destruído por ordem do bispo Teófilo. Serápis é representado com o aspecto de um homem de idade madura e semblante grave, usando barba e longos cabelos. O seu atributo é o cesto sagrado dos mistérios, símbolo da abundância, juntamente com a serpente de Asclépio, uma vez que ele era, igualmente, um deus curandeiro.

www.ubeblogs.netESDRAS CABRAL DE MELO é Doutorando em Psicanálise Aplicada da Educação e Saúde. Mestre em Teologia. Pós-Graduado em Antropologia na UFPE, em Metodologia do Ensino Superior, em História das Artes e das Religiões e Ensino de História pela UFRPE. Formado em História e Teologia. Palestrante Educacional e Motivacional na Docência da Rede Pública de Ensino das Prefeituras e do Estado de Pernambuco. Escritor, Educador, Historiador e Teólogo. Também Promove Seminários e Simpósios Relacionados às Ciências Humanas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Nota Pública sobre Debates Teológicos entre Calvinistas e Arminianos

Posted by Wallysou on quinta-feira, janeiro 21, 2016 with 1 comment

Nota Pública sobre Debates Teológicos entre Calvinistas e Arminianos



Diante da recorrência de discussões e ataques pessoais realizados no âmbito eclesiástico, na internet e nas redes sociais, especialmente entre calvinistas e arminianos para a defesa de posições teológicas, NÓS, abaixo subscritos, vimos a público emitir a presente nota:
Reconhecemos a importância e a historicidade do debate teológico dentro da tradição cristã como meio de defesa e salvaguarda da verdade e, consequentemente, da ortodoxia bíblica.
Apoiamos a produção e a reflexão teológica realizada no ambiente da internet, em virtude de seu caráter democrático e do livre curso de ideias, como corolário da Reforma Protestante.
Repudiamos, todavia, que para a defesa de posições teológicas haja discussões e ataques pessoais realizados em nome da fé, que promovem dissensões, inimizades e escândalo ao nome de Cristo. Rejeitamos, assim, todo e qualquer conteúdo difamatório, ofensivo e jocoso, ainda que a pretexto do humor, produzido contra irmão de vertente religiosa diversa, que atente contra sua honra e imagem.
Entendemos incompatíveis com os preceitos que devem reger a conduta dos discípulos do Mestre posturas antiéticas que estimulam a zombaria, o desrespeito e o escárnio, baseado em dolo, distorções e mentiras.
Discordamos das publicações anônimas, especialmente quando realizadas com o objetivo de provocar animosidade e discórdia entre os cristãos. Além de ser proibido constitucionalmente (Art. 5o, IV), o anonimato atenta contra os princípios bíblicos da transparência (2Co 3.18), sinceridade (Tt 2.7) e honestidade (1Tm 2.2).
Relembramos que a calúnia, a injúria e a difamação são crimes contra a honra, de acordo com o Código Penal Brasileiro, os quais não se coadunam com o caráter do verdadeiro cristão, que deve expressar o fruto do Espírito (amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança), conforme Gálatas 5.22.
Aconselhamos os cristãos piedosos a não dar audiência a páginas e grupos que promovam tais ofensas.
Defendemos e incentivamos a exposição de convicções cristãs, bem como o debate teológico na internet e nas redes sociais, de modo irênico, ou seja, de espírito pacífico (Rm 12.18), com cordialidade e respeito. A discordância e a confrontação das ideias alheias, quando for o caso, devem ser conduzidas com ética, honestidade intelectual e de maneira objetiva, sem denegrir e atacar o oponente.
Asseveramos que a produção teológica é, sobretudo, um ato de glorificação a Deus. Discussões, pois, que se desenvolvem com o único propósito de vencer desavenças intelectuais, baseadas em disputas do ego, estão longe de honrar o nome de Cristo. A determinação bíblica de “falar o que convém à sã doutrina” (Tt 2.1) exige coragem, mas também responsabilidade, para os cristãos em geral e os pastores em particular, os quais devem ser, dentre outras coisas, “irrepreensíveis, honestos, moderados, aptos a ensinar, não contenciosos…” (1 Tm 3.2,3).
Citamos, a propósito, as palavras de J.I. Packer: “Se a nossa teologia não nos reaviva a consciência nem amolece o coração, na verdade endurece a ambos; se não encoraja o compromisso da fé, reforça o desinteresse que é próprio da incredulidade; se deixa de promover a humildade, inevitavelmente nutre o orgulho. Assim, aquele que expõe teologia em público, seja formalmente, no púlpito ou pela imprensa, ou informalmente, em sua poltrona, deve pensar muito sobre o efeito que seus pensamentos terão sobre o povo de Deus e outras pessoas”.
Recomendamos, assim, a importância da constante elevação bíblica e espiritual do nível dos debates teológicos. E caso nos deparemos com um irmão em Cristo com postura inadequada e não condizente com a ética e pratica cristãs, que ele seja repreendido, mas que em tal ato não falte educação e principalmente amor.
Reconhecemos as diferenças marcantes historicamente existentes entre as tradições calvinistas e arminianas, notadamente em referência à doutrina da salvação. Todavia, tais divergências teológicas não suplantam a comunhão cristã que deve haver entre os irmãos dessas duas vertentes da cristandade. Em uníssono, à luz das Escrituras Sagradas, enfatizamos que a salvação somente se alcança em Cristo somente, mediante a graça somente, pela fé somente (Rm 3.24; Ef 2.8; Tt 2.11).
Finalizamos com a menção ao episódio em que o calvinista George Whitefield foi perguntado se esperava ver o arminiano John Wesley nos céus. Sua resposta foi: “Não. John Wesley estará tão perto do Trono da Glória, e eu tão longe, que dificilmente conseguirei dar uma olhadela nele”. Assim se tratam verdadeiros cristãos que discordam em questões de soteriologia, mas que não fazem nada por contenda ou vanglória, e consideram os outros superiores a si mesmos (Fp 2.3). E, sobretudo, estes sabem o preço custoso com que foram comprados por Cristo Jesus.
18 de janeiro de 2015.
Augustus Nicodemus Lopes, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO.
Altair Germano, pastor da Assembleia de Deus – Itália, escritor.
Carlos Kleber Maia, pastor da Assembleia de Deus – RN, escritor de obra arminiana.
César Moisés de Carvalho, pastor da Assembleia de Deus, teólogo, escritor.
Ciro Sanches Zibordi, pastor da Assembleia de Deus na Ilha da Conceição em Niterói – RJ, escritor e articulista.
Clóvis José Gonçalves, membro da igreja O Brasil para Cristo e editor do blog Cinco Solas.
Davi Charles Gomes, Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP.
Euder Faber Guedes Ferreira, pastor, presidente da VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã).
Solano Portela Neto, presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, conferencista e autor reformado.
Franklin Ferreira, pastor batista, diretor geral do Seminário Martin Bucer-SP.
Geremias do Couto, pastor da Assembleia de Deus, escritor.
Glauco Barreira Magalhães Filho, pastor batista – CE, professor universitário, escritor.
Gutierres Fernandes Siqueira, membro da Assembleia de Deus – SP, editor do blog Teologia Pentecostal.
Helder Cardin, pastor batista, reitor do Seminário Palavra da Vida-SP.
Jamierson Oliveira, pastor batista, teólogo, escritor.
Jonas Madureira, pastor batista, editor de Edições Vida Nova e professor do Seminário Martin Bucer.
José Gonçalves, pastor da Assembleia de Deus – PI, teólogo, escritor.
Magno Paganelli, pastor da Assembleia de Deus – SP, teólogo, escritor.
Marcos Antônio Moreira Guimarães, professor de teologia, obreiro da Assembleia de Deus – MT.
Mauro Fernando Meister, diretor do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper-SP.
Norma Cristina Braga Venâncio, escritora, membro da Igreja Presbiteriana do Pirangi, Natal-RN.
Paulo Romeiro, pastor, teólogo, escritor.
Renato Vargens, pastor da Igreja Cristã da Aliança de Niterói-RJ.
Solon Diniz Cavalcanti, pastor, teólogo, presidente do CEAB Transcultural.
Thiago Titillo, pastor batista, professor, escritor.
Tiago José dos Santos Filho, pastor batista, editor-chefe da Editora Fiel, diretor pastoral do Seminário Martin Bucer-SP.
Uziel Santana, presidente da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos).
Valdeci do Carmo, obreiro da Assembleia de Deus, teólogo, coordenador do curso de Teologia das Faculdades Feics, Cuiabá/MT.
Valmir Nascimento Milomem Santos, teólogo da Assembleia de Deus, professor universitário, editor da revista Enfoque Teológico.
Wallace Sousa, evangelista da Assembleia de Deus, DF, escritor, pós-graduado em teologia, coordenador da União de Blogueiros Evangélicos.
Wellington Mariano, pastor da Assembleia de Deus, escritor e tradutor de obras arminianas.
Wilson Porte Junior, pastor batista e professor do Seminário Martin Bucer.
Zwinglio Rodrigues, pastor batista, escritor de obra arminiana.


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Devemos perseguir e caçar os falsos líderes?

Posted by Izaldil Tavares de Castro on segunda-feira, janeiro 11, 2016 with No comments
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

Eu já me havia predisposto a, aberta e nominalmente, "cair de pau" contra os propagadores de tantas heresias no meio evangélico brasileiro. Até escrevi um ou outro texto bem zangado contra alguns deles. Também sei quantos apoiaram e incentivaram aquelas iniciativas minhas.

Aí, parei para meditar.

Notei que a Bíblia não me manda espezinhar, bater, afligir os inimigos do evangelho. Vi também que, por mais zelo que tivesse, não poderia, de modo algum, contrariar as instruções exaradas na Bíblia, sobre o assunto (Cl 3. 23-25; 4. 5-6).

Não seremos, nós próprios, o relho com que se vergastarão os infiéis; não sairemos pelas esquinas e valados, num esquema de "caça às bruxas", porque nesses lugares estão aqueles que precisam ouvir mais do amor de Cristo para com suas almas do que ouvir nossas contestações aos lobos que aparecem para devorá-los. Destes, o Senhor Deus cuidará a seu tempo.


Não serei arrancador de joio, pois é muito possível que eu destrua algum trigo (Mateus, 13. 24-30).


Essa constatação não me torna cego diante dos erros: eles existem aos montes, e devo combatê-los: aos erros; não, necessariamente, aos errados, pois o problema deles é com Deus. Por que razão eu me poria entre Deus e o seu inimigo?


Muitas vezes nosso ímpeto faz-nos avançar além da linha, e avançamos. Porém, é necessário vigiar para se saber retroceder e pautar-se pela diretriz da Palavra de Deus.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Por que as falsas igrejas crescem tanto?

Posted by Izaldil Tavares de Castro on segunda-feira, janeiro 04, 2016 with No comments
Izaldil Tavares de Castro.

É normal que os pais zelem pelos filhos, educando-os, ensinando-lhes o bom caminho, corrigindo-os até com castigos - quando indispensáveis. Há, entretanto, filhos incorrigíveis, voluntariosos, rebeldes.
Mesmo em tais situações, há um tempo em que os pais insistem na recuperação do indisciplinado, por causa do amor que têm a ele.

Esse tempo, contudo, esgota-se, e o mau filho fica entregue à sua própria dissolução, escolhendo o mau caminho que o levará ao engano e à inevitável perdição.



Deus não age de modo diferente com relação aos homens. O Senhor facilitou o conhecimento, a instrução, deu-lhes a sua Palavra, providenciou-lhes profetas, pastores, ensinadores. Jesus disse: "... conhecerão a verdade e a verdade os libertará" (João 8.32). Entretanto, grande parte dos homens se mostram incorrigíveis, voluntariosos, rebeldes.


Mesmo em tais situações, há um tempo em que o Senhor insiste na recuperação do homem indisciplinado, por causa do amor que tem a ele.

Esse tempo, contudo, esgota-se e o homem mau fica entregue à sua própria dissolução, escolhendo o mau caminho que o levará ao engano (dos corruptos) e à inevitável perdição.


As falsas igrejas - tão conhecidas que não preciso nomeá-las aqui - são portas abertas por inimigos de Deus e do evangelho de Jesus Cristo. São portas do mal, ávidas por receber e explorar os filhos desviados, engodados por seus interesses materiais, desobedientes à Palavra de Deus, tornados grosseiros, fanáticos e ignorantes; criadores de líderes que se tornam os seus deuses, os seus "bezerros de ouro." cujo pó, um dia, terão de engolir.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

EBD Lição nº 5: Apostasia, fidelidade e diligência no ministério

Posted by Pr. Genivaldo Tavares de Melo on quarta-feira, julho 29, 2015 with 1 comment

EBD – SUBSÍDIO - LIÇÃO PARA O DIA 02/08/2015.

PONTOS A ESTUDAR:

I – A APOSTASIA DOS HOMENS.
II – A FIDELIDADE DOS MINISTROS.
III – A DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO.


Que haja dedicação ao ensino.


I – A APOSTASIA DOS HOMENS.

1.1 A apostasia.

Heresia é a divulgação de ensinamentos com erros propositais de interpretação ou vícios. Não penso que seja simplesmente por não entender um ou outro texto e que esse entendimento não comprometa o conjunto da obra; a coisa é bem pior.

Apostasia é a iniciativa de afastar-se abraçando esses erros. Recusa a obedecer ao evangelho e suas verdades doutrinárias. “Apostatarão alguns da fé dando ouvidos...” (I Tm 4:1).

Quem dá ouvidos às heresias, enche o coração e logo demonstra pela mudança de atitudes e palavras.

O autor faz menção da apostasia no A.T. e declara que a mesma era vista como “adultério espiritual”. Pior ainda, fragilizou e desnudou o povo de Deus, que foi comparado pela visão do profeta Ezequiel, a uma prostituta Ez.37. Apesar de ser uma reprimenda, esse texto é uma declaração de amor sempiterno declarada pelo Senhor. (Deus não abandonou Israel para sempre).

1.2 Doutrinas de demônios.

Vejam que situação, que exige de nós muita oração pelos pastores que militam diante das igrejas. Sempre que falamos algo a respeito das contradições, muitos crentes ficam nervosos.

O que fazer? Perguntar se os apóstolos se calariam diante de tanta confusão religiosa e doutrinária.

Calar é dar autenticidade às mentiras como se fossem verdades.

É preciso saber combater o mal.

Não concordamos também com a maneira debochada com que muitos criticam certos “pastores” nas redes sociais.

Evitar falar nomes de pessoas é mostrar prudência para evitar uma eventual confrontação jurídica.

Se atacarmos os erros amparados somente na Bíblia, os contenciosos ficarão embaraçados. Eles só gostam de discutir “ideias” teológicas.

1.3 Espíritos enganadores.

Está muito difícil saber se o que mais explora a fé humana são os espíritos enganadores ou os próprios enganadores.

Claro está que se a Bíblia fala de “espíritos enganadores” ditos pelo apóstolo Paulo é que se firma o reconhecimento pela existência deles. Quem ousa discutir a autoridade apostólica; não confundir com autoridade dos falsos após-tolos que tem surgido no cenário neopentecostal. (II Co 2:11).

II A FIDELIDADE DOS MINISTROS.

2.1 O bom ministro.

a. Quando o autor explica a origem da palavra “ministro” deixando entrever que se trata de um diácono, isto por si, mostra que na igreja do Senhor não há maiores nem melhores; mal comparando a um time de futebol e suas posições. Todos são jogadores, porém, a posição de cada um define o que e como fazer.

b. Serve a igreja ensinando, exortando e discipulando, mostra o quão cuidadoso é os que assim fazem, ao invés de tentar ganhar o povo com agrados e sorrisos, ainda que necessários.

c. Zela pela vida espiritual, é zeloso pela vida do rebanho. É preciso lembrar que o rebanho é constituído de pessoas fracas, fortes, novos convertidos, crianças e idosos. Então, que haja carinho igual e ensinos diferentes para cada grupo.

2.2 Rejeitando as fábulas profanas.

Este tópico tem muito de informativo e dispensa comentários, todavia, sempre é bom ter atenção, pois, infelizmente, há até professores de escolas dominicais que gastam o tempo exercitando suas fábulas, deixando de lado, lições tão ricas como esta, produzida pela CPAD e escritas pelo pastor Elinaldo.

2.3 O exercício físico e a piedade.

Achei muito oportuno o comentário do autor neste ponto. É sabido que a obesidade tem desfigurado muitas vidas. Somos uma sociedade sedentária. Não nos movimentamos na mesma proporção em que nos alimentamos, assim, as gorduras não são queimadas convenientemente, levando-se em conta ainda, os aditivos industriais nos produtos.

Definitivamente, não é pecado usar os recursos de uma academia que além da atividade aeróbica, oferece condicionamento físico.

Alguns cuidados precisam ser tomados, principalmente quando as elegantes e justíssimas roupas usadas sem um camisetão atraem olhares libidinosos nas ruas.

Na academia onde malho, tem um período entregue às moscas e certa feita pensei se não seria útil fazer um pacote para que senhoras das nossas igrejas, e somente elas, pudessem usar para exercícios. Há homens para quem tudo é pecado. A vida é assim; coam mosquito e engolem camelos.

III – A DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO.

3.1 O ensino prescritivo.

O erro de muitos tem sido o desprezo dado ao ensino sistemático das doutrinas bíblicas e da doutrina dos costumes, dos bons costumes.

Ensinar o povo é fortalecê-los a ponto de sequer darem atenção para o lixo apregoado nos nossos arraiais e através das mídias.

Quem ensina, sofre menos. A igreja se livra dos encrenqueiros, dos fofoqueiros e de outros males. Não há quem suporte viver desqualificadamente e querer conviver em uma igreja onde há bons ensinamentos.

3.2 O exemplo dos fieis.

Um jovem pastor diante da igreja e de auxiliares por vezes, bem mais velhos. Sempre tive pastores mais velhos que eu e hoje está invertido. Os pastores que tem presidido sobre a minha vida são mais novos, porém, o carinho e respeito não muda.

O que é importante para o jovem pastor é não fazer como alguns que cursam teologia e assumem igrejas com o nariz empinado, sentindo-se “o senhor dos anéis”. A humildade é uma virtude que além de qualificar aproxima as pessoas.

As palavras acima são extensivas aos professores de escolas bíblicas, homem ou mulher. Homem soberbo e vaidoso é horrível e mulher assim, ninguém suporta.

3.3 O cuidado que o ministro deve ter com o aprendizado.

Eu tenho muito respeito por quem lê a bíblia toda de maneira sequencial e programada. Para mim há uma grande diferença entre ler a bíblia toda e conhecer a bíblia toda.

Não é possível conceber que alguém assuma o lugar de ensinador na igreja e não conheça a principal ferramenta de trabalho.

Em se tratando de EBD é fundamental que o professor conheça bem o que ensina sendo esta a única maneira de não abusar da paciência dos santos.

Quem não gosta de aprender não está apto para ensinar. Pensemos nisso.

sábado, 18 de julho de 2015

Maldição: de Gênesis a Malaquias

Posted by Pr. Genivaldo Tavares de Melo on sábado, julho 18, 2015 with No comments

                                    MALDIÇÃO: DE GÊNESIS A MALAQUIAS.

                                                           MONTE EBAL


Depois de ter lido algumas matérias sobre maldição e até maldição hereditária, meu coração acelerou ainda mais para escrever sobre este tão importante assunto, sem pretender estica-lo muito como se fosse defender tese.

A primeira e segunda menção sobre maldição que encontramos na bíblia está em Gênesis.

1 – O Senhor disse à serpente: “maldita serás mais que toda besta”. Essa maldição foi seguida de uma sentença. Gn 3:14.

2 -  O Senhor disse à Adão: “ (...) maldita é a terra por causa de ti...”. Gn. 3:17. Sem sentença, mas,  levando o homem a entender que toda desobediência tem o seu natural preço;  padecer, adoecer e morrer.

Com esses dois textos é possível perceber e delinear o sentido bíblico de maldição. Em linguagem simples, maldição é o mal que se instala dentro do homem ou fora dele, na vida periférica. Pode ser ainda qualquer palavra proferida desejando danos a alguém.

Maldição que se instale dentro do homem, desestrutura a vida emocional com graves consequências para si para qualquer que faça parte do convívio.

Maldição na vida periférica do homem é a que causa males como perda de bens e pessoas amadas.
Em tese, maldição é o mal que se deseja a alguém.
Quando proferida pelo homem, a causa é sempre a raiva ou inveja.
Quando proferida por Deus, a causa é o próprio homem e sua desobediência.

Em Dt.11:26-28 Disse o Senhor ao seu povo:
“Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: A bênção, quando ouvirdes os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que hoje vos mando, porém a maldição, se não ouvirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”.

A última palavra de maldição listada no Antigo Testamento está em Malaquias 3:9 proferida contra o seu povo, Israel, que a essa altura, já não deixavam lugar para Deus nem para o santuário. Muitos pregadores usam-na para assustar crentes associando com a questão do dízimo na nova aliança, cujo significado e desdobramentos pela falta dele não geram consequências, mas, impedem que o homem receba muitas bênçãos do Senhor, quando fruto de contraditório ou da avareza mesmo.

MALDIÇÃO PEGA?

Infelizmente sim e não.

SIM – Certa feita trabalhando em uma empresa, encontrei uma ex funcionária que perguntara sobre a diretora de quem não gostava. Tendo dado a informação, ela proferiu palavras de maldição. Quando cheguei no escritório tinha tomado conhecimento do acidente da diretora, em sua casa, fraturando o osso do calcanhar necessitando de platina. Confrontei o  horário que coincidiu com as palavras amaldiçoadoras. Nada comentei a respeito.

Já tive casos em família de um tio e seu filho terem sofrido com obras de macumbaria que tem origem em maldições pessoais de uma pessoa contra outra.

NÃO – Já fui amaldiçoado ao demitir uma funcionária, copeira, ela praguejou contra a minha família dizendo que tudo quanto eu ganhasse, gastaria com remédios.  Graças a Deus, nunca aconteceu nada, salvo os gastos decorrentes da boa idade e as consequências dela decorrentes.
JESUS entrou no meu coração e quando ele ocupa o coração do homem, a vida é selada; nada atinge. Veja o que diz o Salmo 91.

NEM UM MAL CHEGARÁ A TUA TENDA.
Daqui para frente, conhecemos todos os casos bíblicos da maldição sobre o Monte Ebal  (Dt. 11:26) para os hebreus que fossem rebeldes à palavra de Deus à Malaquias 3:8-9 passando pelo importante relato de tentativa de amaldiçoar o povo de Israel, pedido feito por Balaque a Balaão. Concluindo Balaão: “Contra este povo não vale encantamento...”.  Nm. 22.

NO NOVO TESTAMENTO.
Alguém pode citar um texto, um pensamento apostólico proferindo maldição contra quem quer que seja, salvo, sentença condenatória por conta da vil desobediência à Palavra do Senhor na tentativa de usurpar ou usufruir do evangelho como um bem de valor comercial?

Se alguém citar Ananias e Safira, (Atos 5), o fornicador da igreja de Coríntios (ICo 5) Simão (Atos 8:18) Elimas (Atos 13:8), estes  foram mostrados para ficar como exemplo de que Deus não tolera enganos na sua casa e que o evangelho é realmente o poder de Deus.

A única maldição persistente é a que decorre do pecado original; “maldita é a terra” e como terra tem aqui, duplo sentido, falando tanto da natureza como do homem, o pecado tem submetido o homem sob essa maldição que o Apóstolo Paulo chama de lei do pecado e da morte, conforme  Rm. 8:2.

O QUE SIGNIFICA TUDO ISTO:
Deus freou suas ações com o advento do Messias para que o evangelho fluísse livremente libertando o homem, os que abrem seus corações, para uma libertação total de todas as mazelas ou maldições da vida.

Pobreza não é tratada na Bíblia como maldição, mas, algo decorrente ainda, do pecado e das diferenças de capacidade e trabalho entre os seres humanos.

Nas maldições proferidas no Monte Ebal que tratam de diversos temas sobre os quais, pesam as maldições,  hoje são julgados pela rejeição ao amor da verdade. João deixou escrito em 3:19 do evangelho; “ ...e a condenação é esta que a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as suas obras eram más.

No Juízo final os homens serão julgados pelas suas obras, quaisquer que tenham sido, pois, perderam a oportunidade da remissão dos pecados por rejeitarem o autor da vida.

Genivaldo T. de Melo.

Julho/2015.

sábado, 5 de julho de 2014

Sou crente mas não creio em tudo

Posted by Eliseu Antonio Gomes on sábado, julho 05, 2014 with No comments

Por Cássio Castelo

Sou crente... Mas não creio em tudo!

Creio nas profecias, creio nos dons espirituais, creio que Deus usa pessoas (vasos limpos); creio no sobrenatural, em revelações, em visões que Deus mostra, creio em sonhos e cânticos espirituais, creio na palavra revelada, etc. 

Sou crente, graças a Deus! E faço um alerta! Acho absurdo alguém mentir como se estivesse a profetizar, entregar falsas revelações como se fossem verdadeiras, falar que Deus disse o que Ele não falou; sair por ai derrubando pessoas no chão, cai-cai, como se fosse manifestação de autêntico poder, mas sem finalidade alguma. 


Se os crentes que foram derrubados se levantassem realmente transformados ou com alguma revelação que edificasse a igreja de maneira efetiva, ou comprovadamente curado, com alguma experiência eficaz, ai tudo bem! Mas os que caem, caem por cair, alguns são literalmente forçados a caírem, outros são sugestionáveis e se deixam ser lançados ao chão. Pergunto: qual a finalidade disto? Por que caiu?

Fico pensando, até quando nós os pentecostais ficaremos calados diante de situações assim, de extrema confusão espiritual. Falamos que temos que tolerar os meninos na fé. Sim, temos! Mas e os velhos que ainda se comportam como meninos? Acho que não devemos tolerar, mas, sim, tirar máscaras. Desmascarar  os que ficam induzindo pessoas ao erro, criando situações fantasiosas. Esses que não têm temor algum de causar tumulto e de enganar.

O pior é que há crentes que valorizam os enganadores, correm atrás deles, fazem fila para receber a "revelação". Basta dizer que alguém revela ali para que uma multidão de crentes corra para lá. Às vezes nem se quer conhecem o tal revelador, ou fazedor de milagres. Não sabem se as tais pessoas realmente se consagram a Deus, e mesmo assim acreditam piamente em tudo que dizem como se de fato fosse Deus falando, não percebem que são charlatães, causadores de desordem no culto, indutores do desvio espiritual - nem todos são enganadores assim, existe gente séria. 

O engano provoca revolta nos enganados, muitos que um dia acreditaram em uma falsa manifestação espiritual se revoltam!

Estamos em sinal de alerta: povo de Deus, cuidado! Seja crente, mas não coma de tudo que oferecem. Muitas coisas que aparentemente são apresentadas como sendo de Deus são do homem, e muitas vezes são do próprio diabo. 

Leia a Bíblia com frequência, vá aos cultos de ensino e analise tudo antes, não saia por ai falando que excessos e profetadas são coisas de Deus. É preciso analisar usando critérios bíblicos. 

Tenho dito!

Fonte: Pastor Cássio Castelo

domingo, 29 de junho de 2014

Caio Fabio: fruto da cultura ou apóstata?

Posted by Eliseu Antonio Gomes on domingo, junho 29, 2014 with No comments
Por Izaldil Tavares de Castro 

Caio Fábio conseguiu o que pretende, desde que mudou sua carta de navegação: polêmica. Tenho lido o que dizem doutos e indoutos: desde homens eruditos, grandes expoentes evangélicos, até pessoas simples que expressam apenas "Misericórdia!". 

Entre os doutos há quem observe o comportamento daquele (declarado de viva voz na entrevista) ex-pastor, sob a ótica da Sociologia.

Assim, Caio Fábio não afeta, necessariamente, aquilo que envolve o mundo evangélico, bíblico - teológico, cristão; exemplifica, sim, a amplitude dos fenômenos sociais, antropológicos. 

Mas, há também os doutos que inserem o posicionamento do ex-líder evangélico apenas na esfera bíblico-teológica. Esses o veem apóstata.  

Qual dos dois aspectos é mais apropriado à análise dessa polêmica?

Creio que ambos têm o mesmo peso; entretanto, a escolha depende daquilo a que se der mais importância.

Se, por um lado, é possível compreender Caio Fábio como produto de um comportamento social generalizado; por outro, não há como ignorar- lhe o desvio terrível, com relação à regra de fé e conduta de todos os cristãos: a Bíblia Sagrada.

Cristãos honestos não desprezam nada do conteúdo bíblico; assumem - no integral, perenemente imutável e inerrante. 

Assim, caso a cristandade relativize a Palavra de Deus, afronta o próprio Deus; desvia-se para o secularismo e rejeita ao próprio Cristo. 

Ora, antes de interessar-me pelas grandes análises do comportamento humano, a partir da ótica científica, na condição de cristão evangélico, vejo, com tristeza, o senhor Caio Fábio como desviado dos caminhos do Senhor, não porque, quando pastor, entrou em adultério - Davi cometeu erro grave nessa área.

O desvio do Reverendo é ainda pior: despreza com altivez a Palavra de Deus e achincalha a Noiva do Cordeiro.

Que Deus lhe dê tempo para corrigir-se e voltar ao primeiro amor pelas Sagradas Letras.

O autor é editor de Blog do Professor Tavares e colaborador da UBE Blogs.

sábado, 17 de maio de 2014

A Bíblia e os comentários de rodapé

Posted by Pr. Genivaldo Tavares de Melo on sábado, maio 17, 2014 with 1 comment
Por:  Genivaldo Tavares de Melo
São Paulo, maio de 2014. 



Quantas Bíblias têm hoje no mercado literário? Confesso que nunca me preocupei em conta-las, mas, penso que um significativo número capaz de atender a todos os gostos e isto pela força da propaganda ou Merchandising elaborados  para atrair os olhares e atiçar as vontades.  Bíblia Pentecostal de Estudos, Bíblia da Mulher, Bíblia Sagrada Pobreza e Justiça, Bíblia Sagrada com devocionais, Bíblia do Obreiro e tantas outras, inclusive aquelas versões que trazem o nome do seu  tradutor ou adaptador.

-Todas as Bíblias são iguais?

Em princípio sim, deveriam ser todas iguais,  lamentavelmente não são pelas razões a seguir:

Temos a mais antiga adulteração da Palavra de Deus, nas versões católicas, produzidas com a intenção de mostrar ao fiel que a Bíblia dos crentes não era verdadeira, portanto, não deveria ser lida.  Não é o propósito deste breve estudo, analisar todos os aspectos dessa adulteração.

Bíblia produzida pela Sociedade Torre de Vigia das Testemunhas de Jeová, quando algumas vírgulas mudam totalmente o sentido do texto.

-O texto traduzido e a linguagem materna.

Os cursos de Hebraico e Grego têm crescido muito para dar aos estudantes o sabor dos textos na linguagem de origem.

Considero tão perigoso quanto às adulterações de textos, são as notas de rodapé.

É uma forte tendência não buscarem a interpretação ou sentido exato do texto sagrado que resguardam mistérios não totalmente misteriosos, mas, que para entendê-los é preciso conhecer a Palavra de Deus de forma panorâmica, como se vê uma cidade a partir da janela do avião na hora do pouso.

Não ficar circulando no emaranhado das ruas e praças no sentido do estudo e análise, mas, extrair do aprendizado, o plano de Deus que passa pelo Antigo Testamento para estabilizar-se no Novo Testamento, pelo cumprimento das profecias e o alcance da plenitude dos tempos.

Além das notas de rodapé, temos ainda uma vasta literatura que conduzem o leitor pelo caminho de um entendimento bíblico que pode estar eivado de erros de interpretação.

Muitos fundamentam os seus conhecimentos com base no entendimento e divulgação feita por escritores, muitos dos quais, sem boa recomendação e perigosamente, estabelecem regras no exercício pastoral, ensinando à igreja à que serve, doutrinas comprometidas com abusos de interpretação de textos, forçando o entendimento de questões bíblicas de suma importância.

Não posso deixar de citar também o quase eterno conflito entre os seguidores de Armínio e Calvino que citam os textos dos reformadores como se fossem a última palavra e a Bíblia só pudesse ser entendida a partir dos seus postulados.

Para não deixar uma pergunta sem resposta que talvez seja feita após a leitura deste enfoque, é se devemos excluir  da vida, as notas de rodapé, a vasta literatura e tratados diversos, qual seria a maneira mais recomendável ou eficaz de se compreender a Palavra de Deus?

Primeiro não é preciso excluir nada que diga respeito à Palavra de Deus. Na segunda carta escrita a Timóteo e já sentindo o fim da carreira, Paulo pede ao jovem discípulo ou ministro que lhe leve os livros e principalmente os pergaminhos (IITm.4:13).

Principalmente os pergaminhos, sabemos o que significa e mais ainda, o Apóstolo deixou transparecer o seguinte pensamento que não seria forçar interpretação se parafrasearmos  com a seguinte oração:   Não podendo trazer os livros, traze principalmente os pergaminhos.  

O fato de ter ao alcance tanta literatura, não significa que devemos sair por aí, comprando tudo de todos.

-Para que uso as notas de rodapé e outros comentários?

Gosto de avaliar e julgar os meus conhecimentos e se alguma coisa não bate, vou buscar outras informações e volto à Palavra de Deus, para avaliar com a própria Bíblia o que realmente significa.

-Ter um pastor que ama a Palavra de Deus é de muita valia.

Lembremo-nos que nem todos tem habilidade em ensinar a Palavra de Deus; conhecem o assunto, mas, sentem dificuldade em comunica-la, sendo humildes, apelarão para a graça concedida a um auxiliar que funcionará como porta voz, na esperança que esse auxiliar não se ensoberbeça e crie problemas para o seu pastor, pois, o dom de Deus é variado e dado a cada um para o que for útil à igreja. (ITm 5:17).

-O que não é bom.

Quando o pastor, sentindo-se inseguro, contrata pregadores de todos os quadrantes da nação e em grande parte, pessoas totalmente sem compromissos com a verdade e ainda, levando o dinheiro da igreja.

-Alguns Passos:

Nunca despreze os ensinamentos do seu pastor; muitos não frequentam os chamados cultos de ensino e aplaudem estranhos até mesmo diante de uma grande heresia.

Considero a leitura bíblica de Gênesis a Apocalipse, como muitos o fazem, uma leitura devocional. Quem quer aprender e conhecer a Palavra do Senhor estuda-a de forma investigativa e não despreza bons livros para confrontar os seus conhecimentos.

-Quem pode nos ajudar no entendimento da Bíblia?

O Espírito de Deus ou Espírito de Cristo ou ainda o Espírito Santo, o Consolador que nos guia em toda verdade. Percebo que lendo qualquer texto e em qualquer versão, não será um ente gramatical mau empregado que nos desviará do verdadeiro sentido textual.  Jo.15:26 e Jo.14:26.

Finalmente, devo dizer que não abro mão da versão de Almeida, Revista e Corrigida, mas, como dizem; cada qual, cada qual. Particularmente, gostaria que toda igreja acompanhasse as leituras, sempre nessa versão.  Gosto do vernáculo dessa tradução.











segunda-feira, 5 de maio de 2014

Em direção a uma Apologética Responsiva

Posted by Valmir on segunda-feira, maio 05, 2014 with 4 comments
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Qual a finalidade da apologética cristã? Norman Geisler diz que ela serve para abrir a porta, livrar-se dos obstáculos, desobstruir o caminho, de modo que as pessoas possam achegar-se a Cristo. Com pensamento semelhante Peter Grant também afirma que a apologética tenta ajudar os não-crentes a atravessar a jornada até a fé em Cristo – ir além do abismo cultural e encarar o abismo da cruz a fim de que possam ouvir a mensagem clara do evangelho”[1].
Se Geisler e Grant realmente estiverem certos – e eu acredito que estejam – precisamos nos lembrar que os obstáculos colocados no caminho que conduz à Cruz de Cristo e o abismo cultural que separa as pessoas do evangelho mudam com o decorrer do tempo. Cada época tem seus desafios e empecilhos próprios. E isso exige consequentemente a adaptação da apologética, para que possa responder de forma efetiva às demandas do seu contexto social, sobretudo para desfazer preconceitos contra o pensamento cristão, desmascarar vãs filosofias e destruir os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus (2 Cor.10.5).
Por essa razão, nos dias atuais não se concebe mais uma apologética fria e racional que ofereçasomente respostas lógicas para a mente sem se importar com os anseios existenciais dos indivíduos. Nesse sentido, afirma-se que a apologética clássica, que pretende defender a existência de Deus a partir de argumentos da teologia natural, não consegue – sozinha – atender as demandas da contemporaneidade. Francis Schaeffer sintetizava essa ideia ao afirmar que apologética não significa “viver fechado em um castelo com ponte levadiça e, de quando em quando, atirar uma pedra por sobre o muro”. Ela não deve fundar-se numa mentalidade de fortaleza, do tipo: “Você não pode me atingir aqui”; e também não deve ser meramente acadêmica. Tal postura reduz o evangelho a um arcabouço teórico e frio, sem ligação com a vida e os anseios das pessoas. Ao contrário, a apologética cristã, conforme Schaeffer, deve ser entendida e praticada de maneira coerente com os sobressaltos e o contato vivo com a geração presente. Assim “o cristão não deve preocupar-se em somente apresentar um sistema perfeitamente harmônico consigo mesmo, como algum sistema metafísico grego, mas antes alguma coisa que tem contato constante com a realidade – a realidade das questões que estão sendo feitas em sua própria geração, bem como nas gerações vindouras”[2].
Ponto de vista semelhante pode ser visto no livro “Apologética Cristã no Século XXI”, no qual Alister McGrath sustenta que embora a apologética tradicional tenha deixado um grande legado no cristianismo, com um histórico honrado, hoje ela parece muitas vezes “radicada em um mundo morimbundo, um mundo em que as reivindicações de verdade do cristianismo eram testadas sobretudo nas salas de seminários das velhas universidades, onde a racionalidade era vista como critério máximo de justificação”[3]. McGrath afirma que hoje a situação mudou, inclusive o foco das discussões, porque elas não ocorrem no âmbito das universidades e dos livros-textos, mas no mercado das ideias, onde então o cristianismo deve pelejar, no estúdio da televisão, na imprensa nacional, na lanchonete das universidades e nos shopping centers, “os novos palcos de debates nos quais as declarações de verdade por parte do cristianismo são julgadas e testadas”. Igualmente, McGrath critica a apologética pressuposicionalista por causa de sua falta de pontos de contato com os descrentes e ineficiência em proporcionar diálogo com o mundo.
Dentro desse cenário McGrath propõe a revitalização criativa e eficaz da apologética para o fim de remodelar a defesa da fé adaptando-a às novas necessidades e oportunidades do mundo atual, daí o subtítulo do seu livro: ciência e arte com integridade. Em outras palavras o que McGrath sugere é a revisão da apologética tradicional com o propósito de incorporar os contornos da visão abrangente da sociedade e do ser humano – proporcionada pela cosmovisão cristã – para construir um sistema de defesa da fé dialógico e com pontos de contato que interliguem o evangelho, os indivíduos e as comunidades do mundo[5], mas sem renunciar às verdades centrais do cristianismo. Tais pontos de contato se fundamentam nas doutrinas bíblicas da criação e redenção e podem enfocar, segundo o autor, a sensação de desejo não satisfeito, racionalidade e moralidade humana, assim como a angústia existencial, a consciência de finitude e de mortalidade e o ordenamento do mundo. Na parte prática McGrath diz que um dos pontos importantes da defesa da fé é o apelo à cultura:
No que se refere ao apologista, ‘cultura’ designa tudo aquilo que o público gosta de ler, assistir ou ouvir, independentemente se isso pode ser considerado como ‘culto’ no sentido estrito da palavra. As palavras de uma música popular; algumas linhas de um bom romance contemporâneo muito lido; uma cena marcante de um filme famoso; alguns versos de uma música de sucesso nas rádios, tudo isso tem potencial nas mãos de um apologista sensível e inteligente.
O apologista, porém, deve conhecer a cultura na qual o evangelho deve ser defendido e elogiado. É pouco provável que a mais eficiente defesa de comunicação do evangelho venha dos lábios de alguém estranho à cultura na qual o evangelho deve ser proclamado. O apologista local familiarizado com sua própria situação, está em melhor posição para identificar e investigar as pistas fornecidas por esse ambiente sociocultural. É muito fácil fazer o evangelho parecer estranho a uma cultura; o apologista deve garantir que ele seja visto como um amigo, entrelaçando-o com as ideias e valores daquela cultura sempre que possível. Antes de o evangelho poder transformar uma cultura, ele precisa primeiramente firmar raízes nela.[6]
Dificilmente o cristianismo conquistará audiência se insistir em defender as suas doutrinas usando argumentos abstratos e eminentemente racionais, ainda que coerentes, longe do mundo do cotidiano das pessoas. Os argumentos teístas da existência de Deus, ontológico, cosmológico, kalam, desígnio teórico-informativo e outros, por exemplo, soam aos ouvidos da maioria esmagadora dos descrentes – principalmente jovens e adolescentes – como uma resenha inútil, chata e cansativa. Embora tais argumentos tenham a sua validade e importância no âmbito acadêmico e em debates públicos contra os antiteístas, não possuem por outro lado grande serventia para o diálogo do dia a dia.
O escritor estadunidense Josh McDowell, um dos mais renomados apologistas cristãos das décadas de 80 e 90, que usava uma metodologia tradicional (evidencialista) para a defesa da fé cristã, percebeu a necessidade de uma nova abordagem apologética. Em Razões para Crer, depois de apresentar dados estatísticos sobre o panorama do pensamento da juventude da atualidade, ele escreve que “os jovens cristãos de hoje precisam mais do que uma postura estritamente modernista, que apele para o intelecto. Precisam muito mais do que o ponto de vista pós-moderno, que rejeita a verdade e exalta a experiência pessoal”[7]; eles precisam de algo que dê sentido relacional para a vida. Portanto, escreve McDowell, nosso papel é “apresentar a fé cristã para os jovens cristãos de modo a demonstrar que crer é um exercício inteligente de saber o que é objetivamente verdadeiro e experimentá-lo de modo relacional. Quando assim fizermos, os jovens cristãos começarão a desenvolver o tipo de convicção profunda que os tornará fortes, mesmo em face dos desafios de hoje”.
Em virtude disso é que estou convencido que a compreensão do cristianismo como uma cosmovisão nos prepara para o desenvolvimento de uma apologética mais dinâmica e atual, a fim de defendermos com mais consistência a fé cristã. Isso porque, a partir da ideia da cosmovisão podemos enxergar com mais amplitude os aspectos culturais, éticos, antropológicos e legais do tempo em que vivemos, filtrando todas as coisas pelas lentes das Escrituras, o que possibilita apresentar as respostas oferecidas pelo cristianismo em harmonia com os sobressaltos da vida e a par dos dilemas das pessoas. A união da apologética tradicional com a perspectiva da cosmovisão cristã forma aquilo que chamo deApologética Responsiva, isto é, que reage e responde de forma adequada aos questionamentos do tempo presente, evidenciando, além da racionalidade da fé cristã, as suas contribuições para a sociedade, a coerência de suas doutrinas fundamentais e o sentido que proporciona à vida humana.
A compreensão do cristianismo como uma visão de mundo abrangente possibilita à apologética interagir com as pessoas e responder às questões sociais postas em discussão, seja sobre casamento homossexual, liberação das drogas, liberdade de expressão, maioridade penal, questões indígenas, moralidade na esfera pública, relacionamento entre estado e igreja etc.
Essa mudança de foco é necessária porque as demandas da atualidade, dentro de um contexto pós-moderno e pragmático, que supervaloriza os resultados, vão além daquelas objeções ao pensamento cristão de poucas décadas atrás, a exigir do apologista cristão sensibilidade para entender seus oponentes e conhecimento que vá além da teologia sistemática.
Caminhemos, pois, em direção a uma apologética responsiva!
NOTAS
[1] GRANT, Peter, em: ZACHARIAS, Ravi, GEISLER, Norman: Sua Igreja está preparada? Rio de Janeiro: CPAD, 2007,  p. 56.
[2] SCHAEFFER, Francis. O Deus que intervém, tradução de Gabriele Greggersen. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 213.
[3] MCGRATH, Alister. Apologética crista no século XXI: ciência e arte com integridade; tradução Emirson Justino e Antivan Guimarães. São Paulo: Editora Vida, 2008, 10.
[5] MCGRATH, Alister, p. 19.
[6] MCGRATH, Alister, p. 349, 350.
[7] MACDOWELL, Josh em: Razões para crer: apresentando argumentos a favor da fé crista. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 33.

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