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sábado, 27 de junho de 2015

O mendigo e o espantalho

Posted by Eliseu Antonio Gomes on sábado, junho 27, 2015 with 1 comment
Por Eliseu Antonio Gomes

"O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem" - Cantares de Salomão 2.10.

"Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade" - Provérbios 5.18.

A cada dia que passa temos visto com mais ênfase determinadas alas da sociedade combaterem o conceito judaico-cristão da instituição familiar. Eu me refiro aos conceitos da monogamia e da heterossexualidade. Como disse Jesus na cruz aos seus algozes: eles não sabem o que fazem.

Nada melhor que, ainda na fase da juventude, receber o aconchego quente de um pai e de uma mãe, o abraço caloroso deles naqueles dias frios e as palavras doces de ânimo em tempos que estamos cansados das adversidades dessa vida, ter o conforto do aconselhamento e de uma direção se as dúvidas nos assaltam e levam embora a tranquilidade.

O Criador nos fez saber da importância da família ao pôr o Messias nos braços de Maria, ao colocar Maria ao lado de José como sua esposa. Como gente de carne e ossos, Jesus Cristo conheceu desde os primeiros minutos de vida a figura feminina ao ser embalado por uma mãe amorosa; e na fase de crescimento conheceu a figura masculina de um pai presente na pessoa do marido de sua mãe. O Filho do Altíssimo recebeu o apoio necessário do calor de uma família, aos moldes bíblicos, desde a mais tenra idade. Antes de conseguir equilibrar-se sobre os próprios pés, antes de ser capaz de andar sem cair, teve mãos masculinas e femininas o levantando todas às vezes que foi ao chão.

Quando chegamos na fase adulta, o Criador nos presenteia com a oportunidade de um encontro com a pessoa que será companhia para a formação de nossas próprias famílias. Como indivíduos maduros, física e psicologicamente, chegamos ao momento de formar o nosso Lar Doce Lar escolhendo alguém do sexo oposto para estar conosco o resto de nossas vidas.

Mas, é tão triste observar matrimônios que se desmancham por motivos banais. Os seguidores de Cristo devem continuar a segui-lo enquanto maridos e esposas, observando o que Ele disse: "Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" - Marcos 10.6-9.

É importante continuar a crer em Deus quando as crises na relação conjugal chegam. O Senhor nos indica procedimentos que consequentemente resolvem os problemas que enfrentamos, as orientações que Ele nos dá restabelece o convívio tranquilo em nossas casas. Se no círculo familiar o amor prevalecer entre as diferenças individuais de homem e mulher, as desavenças se dissiparão como a névoa desaparece ao raiar do sol.

A união entre os cônjuges é muito valiosa e jamais o marido e a esposa devem se esquecer desse valor. O matrimônio é a relação humana que precisa ser protegida mais do que se protege as grandes fortunas em cofres de instituições bancárias. Esta proteção se consiste em o marido cultivar ao longo dos anos o seu amor pela esposa, amá-la como ama a si mesmo; a esposa estar disposta a renovar diariamente o compromisso de acompanhar o marido, exercendo o encargo de auxiladora que Deus lhe confiou. Proteção exercida através da troca de gentilezas, por intermédio de diálogos, exercício do respeito e perdão mútuos.

Que cada cristão não permita que as crises sejam desculpas para a separação do casal. Que não se deixe levar por opiniões propagadas neste mundo, afirmações que desejam nos fazer crer que a satisfação em viver pode ser conhecida nas relações extraconjugais; que cada um de nós despreze o senso comum da sociedade que diz não existir alegria em manter fidelidade a pessoa com quem um dia casamos e dividimos o leito matrimonial.

E, nesta permanência do estilo de vida a dois estabelecido por Deus, que possamos ser genitor ou genitora que gerem filhos que venham a ter a consciência plena de que são almas que têm a liberdade de viver a vida intensamente, porém, um dia terão que prestar contas por tudo que fizerem (Eclesiastes 11.9-10).

"E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele..." - Gênesis 2.18.

"Deus faz que o solitário viva em família..." - Salmo 68.6 a.

"Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará" - Hebreus 13.4.

E.A.G.

Reflexão publicada originalmente no blog Belverede.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Pode o cônjuge adúltero ser realmente perdoado?

Posted by vivabonsmomentos on terça-feira, julho 01, 2014 with 1 comment
Por Jaylin Palacio
Tradução e Versão: Carla Ribas

O adultério é um pecado que causa grandes estragos na família. A pessoa traída sofre intensa dor emocional. A pessoa infiel sente vergonha e culpa. As crianças sofrem confusão e perda da estabilidade familiar. 


Deus entende a gravidade das consequências do adultério; tanto que esse assunto é tratado nos Dez Mandamentos: "Não adulterarás" (Êxodo 20.14). 

Quando esse dano é causado no casamento, a única maneira para que a restauração completa possa ocorrer é através do arrependimento do traidor, não só do adultério, mas também dos pecados que o acompanham. Muitos outros pecados vêm junto com adultério, como cobiça, engano e orgulho. 

O adultério também inclui cinco das sete coisas que o Senhor odeia de acordo com Provérbios: "Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos. Pv 6.16-19. 

Adultério envolve a língua mentirosa, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras e semear discórdia entre as pessoas. Ao cometer adultério,  a pessoa sempre mente sobre o seu paradeiro, planeja reuniões secretas, atende a essas reuniões e o resultado é a discórdia e a contenda entre todas as pessoas afetadas. 

Uma vez que o adúltero começa a mentir, isso leva a mais e mais mentiras à medida que a traição continua e o abismo entre marido e mulher cresce cada vez mais. Que armadilha perigosa! "pois a prostituta é uma cova profunda, e a mulher pervertida é um poço estreito."

Como o assaltante, ela fica de tocaia, e se multiplica entre os homens infiéis. Pv 23.27-28
O trauma resultante causado pelo cônjuge infiel é indescritível. Na sequência, de que forma o cônjuge fiel deve agir? A Bíblia é o nosso guia para a vida, e o melhor recurso é a maneira como agir face às inevitáveis ​​provações e tribulações da vida. 

"E vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.” Ef. 5.2

A Bíblia nos instrui a sermos gentis, compassivos, perdoar uns aos outros, e viver uma vida cheia de amor. Isso é mais fácil dizer do que fazer ao ser profundamente ferido por alguém que você ama. O cônjuge abandonado não pediu para ser colocado nessa situação de imensa dor; ainda que esteja nessa situação por culpa de duas outras pessoas. 

Qual a coisa certa a fazer? Não parece justo que ao cônjuge traído seja imposta a carga de conceder perdão e amor à pessoa que traiu a sua confiança. Mas os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, e os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos. Embora em nossa limitada compreensão humana possa parecer injusto que o cônjuge traído deva conceder o perdão e o amor para a pessoa que abandonou o relacionamento, "Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte.” Pv 14.12. A falta de perdão é prejudicial para a saúde da pessoa traída. É veneno espiritual que acabará por levar à morte espiritual. 

A Bíblia nos ensina a perdoar e orar por nossos inimigos. O perdão não é para o benefício de nossos inimigos, mas para o nosso benefício. O perdão não tolera o que foi feito. O perdão rompe a relação de controle entre o traidor e o traído. O perdão não significa que o cônjuge infiel não terá consequências para a ofensa. As conseqüências virão. O perdão é a maneira da pessoa traída deixar as conseqüências nas mãos de Deus e permitir que Deus cure o coração da pessoa abandonada. 

Alguns dizem que o perdão não é necessário e que a aceitação é boa o suficiente. Aceitação significa que você aceita o fato que foi traído e não pode mudar o passado. No entanto, se a pessoa não der o passo extra para o perdão, ele ou ela ainda poderá sofrer de uma condição mental e emocional negativa. 

Entendo que perdoar não é fácil. Eu, (Jaylin Palacio, autora do texto) fui profundamente ferida pelo homem que amei por 23 anos. Eu poderia ter escolhido apenas aceitar que fui traída e tentar seguir em frente com a minha vida. No entanto, ainda faltaria perdão em meu espírito, o que causaria a raiz de amargura. 

A falta de perdão tem muitas conseqüências negativas para a pessoa que foi abandonada. A falta de perdão permite que o traidor continue invadindo sua mente e coração e dificulte o processo de cicatrização. A condição emocional e mental negativa da pessoa ferida pode parecer ter sido resolvida, mas a amargura e a negatividade sempre voltarão,  impedindo  a completa cura que o Senhor tem para essa pessoa. 

A Bíblia nos ensina a perdoar, não apenas aceitar. O benefício do perdão não é para a outra pessoa. É para aquele que foi traído. O perdão ocorre internamente. Você não precisa ter a pessoa perdoada envolvida em sua vida. 

O perdão implica que, em seu coração, você libera a outra pessoa para Deus. Isso significa que dentro de você, não há ressentimentos e você escolhe desejar o bem para a pessoa. Você não está permitindo que a pessoa invada a sua mente para gerar sentimentos de ódio. Você não está bebendo o veneno da falta de perdão, mas sim a escolhendo permitir que Deus cure completamente o seu coração sem nenhum traço de amargura. 

Conceder perdão é a última coisa que desejamos fazer quando sofremos tanta dor. No entanto, se vamos apenas fazer a escolha de perdoar em obediência a Deus, Ele nos dará a capacidade de realmente perdoar para ficarmos completamente curados, de modo que  não soframos mais negatividade em nosso espírito. Como resultado, damos exemplo para os nossos filhos, incentivando-os a desistir da raiva e da amargura. Isso restaura a paz e a estabilidade no lar. 

Mesmo que o adultério cause tanta destruição, é possível, e até necessário, perdoar verdadeiramente, a fim de evitar que a situação cause ainda mais destruição em nossos lares. O cônjuge responsável, no entanto, deve estar verdadeiramente arrependido das suas ações para que isso não aconteça novamente. 

Você ou alguém que você conhece está enfrentando as conseqüências do adultério? As pessoas podem nos trair, mas Deus nunca nos deixará nem nos abandonará. Ele nos dá a capacidade para realmente perdoar e nos livrarmos da dor da traição.


Fonte em Portugês: www.vivabonsmomentos.com
Fonte em Inglês: www.charismamag.com
Tradução e versão: Carla Ribas
Foto: iStok

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bem aventurados os fieis nos relacionamentos

Posted by Wilma Rejane on quarta-feira, abril 24, 2013 with No comments
Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne
poeta quando o Amor toma conta dele.
Platão

Wilma Rejane


A criação de laços entre duas pessoas no processo de evolução humana teve inicio quando mulheres  fiéis começaram a escolher bons provedores para serem seus pares, esse foi o resultado de um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), republicado no Brasil pela Revista Exame em 01/06/2012. O autor do estudo Sergey Gavrilets, defende que homens fisicamente inferiores se beneficiaram quando as mulheres optaram pelos "melhores provedores" ao invés dos "mais fortes". Eles então concentraram seus esforços para conseguir dar melhores condições de sustento a mulher amada e isso resultou em aumento das proles.

Sergey é um biólogo evolucionista que se utilizou de modelos matemáticos para validar sua pesquisa. É claro que não concordo com modelos evolucionistas, essa teoria contraria a fé em um Deus único e soberano que criou todas as coisas e o homem a Sua imagem e semelhança. Contudo, não jogaria na lixeira esse estudo cientifico sobre  fidelidade, porque comprovadamente 10 entre 10 mulheres sonham com um parceiro fiel e dedicado a família. Acredito que os homens não pensam diferente, afinal a fidelidade é questão urgente e necessária em se tratando de relacionamentos, e não apenas amorosos.

Fidelidade é uma palavra que coroa os nobres, os valentes que persistem em amar o amor de quem se ama por opção de caráter. Ser fiel é um desafio diário. Enquanto se rema para a montanha familiar que se firma em solo fértil e seguro como memorial, um abrigo que acolhe circunstâncias e circunvizinhanças o mar lança bravas ondas para te fazer naufragar. Ser fiel é também uma questão de fé em todos os seus princípios terrenos e celestial. Fé e fidelidade.

Encontramos pelo menos duas referências no idioma grego para a palavra fidelidade: "emunah e pistis".

Emunah: firmeza, estabilidade, lealdade, fidelidade. Essa palavra pode ser encontrada no famoso verso do Antigo Testamento, livro de Habacuque 2:4 "O justo, pela sua emunah viverá". Isto é pela sua fé firme, estável, inabalável. Também no livro de Provérbios 28:20: "O homem emunah (fiel) abundará em benção".

Pistis: em Marcos 11: 22: " E Jesus, respondendo disse-lhes: tende fé (pistis) em Deus. Atos 6:7 "e grande parte dos sacerdotes obedecia a fé (pistis)". Fidelidade e fé estão intimamente ligadas como caule e raiz.



Fidelidade emana em nós como atributo divino, algo nascido de Deus e preservado nos que se voltam para Ele, incluo a linda história de fidelidade presente nos pinguins. Quando conheci a maravilhosa forma como Deus trabalhou nesses animais, fiquei encantada! Quem dera que a tal teoria da evolução tivesse começado pela Antártida entre as colônias de pinguins (risos)

Nos meses de Março, em todos os anos, centenas de pinguins fazem uma jornada de milhares de milhas de distância pelo continente, enfrentando animais ferozes, temperaturas frias, ventos congelantes e águas profundas, tudo para encontrar um amor para acasalar. Os machos são os primeiros a chegar e encontram seus ninhos nos mesmos lugares dos anos anteriores. Então, eles cuidam do ninho e preparam tudo para chegada da fêmea. As fêmeas vão chegando aos poucos e muitas vezes até um mês depois dos machos. 

Quando as fêmeas tão aguardadas chegam, os machos cantam para serem encontrados por sua parceira. o encontro é comemorado com uma dança particular. Quando o macho gosta de uma fêmea, ele procura na praia toda pela pedra mais bonita, quando finalmente acha,  ele vai se balançando até ela e se apresenta com a pedra colocando-a em seus pés. Se ela aceitar serão companheiros por toda a vida! Ainda se um dos dois chegar a morrer, o outro permanece fiel sem acasalar novamente. Que linda lição, quem quer um amor tal qual dos pinguins?! 

Além dos pinguins,  poderia citar o exemplo Bíblico de José e Maria que permaneceram firmes na união mesmo após a notícia da gravidez precoce de Maria, sem que ela tivesse tido relacionamento íntimo com o noivo José.  A fé em comum no Deus de Israel, proporcionou consistência ao relacionamento. Por que não lembrar de Jó que passou por um redemoinho de provações e mesmo tendo sido menosprezado pela esposa, reconstruiu sua vida ao lado dela. Jó era um homem de fé pelo que sabia que fidelidade agrada a Deus. 

Louvado seja o amor e a fidelidade, atributos dos que vivem pela emunah e pistis.

Todas as fontes como links e ainda: Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, Revista e corrigida, 1995.

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