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quarta-feira, 21 de março de 2018

A resposta de Malafaia ao jornalista de O Globo, que deseja denegri-lo

Posted by Eliseu Antonio Gomes on quarta-feira, março 21, 2018 with No comments

Estamos em ano eleitoral, e gente da imprensa brasileira, cujas cabeças são feitas pela ideologia de esquerda, estão atônitas com o pensamento de que o próximo presidente do Brasil possa ser Jair Bolsonaro. Então, o simples fato de o Pastor Silas Malafaia prestar apoio a ele já é motivo de sofrer ataques burros - que só servirão para fortalecer Bolsonaro em sua campanha presidencial. Conhecemos essa novela e o final feliz é sempre de quem preza pela ética e o bom senso.

Mesmo que você, cristão evangélico ou católico, não tenha afinidades com as doutrinas religiosas que Malafaia encampa e ensina, se está cansado da política de esquerda que afundou o nosso Brasil, compartilhe o vídeo abaixo. Se por acaso possui assinatura do Jornal O Globo, interrompa-a como gesto de repúdio ao jornalismo irresponsável.

Assista ao vídeo e tome ciência do que está ocorrendo.


E.A.G.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Estratégia para votar melhor nas próximas eleições

Posted by Eliseu Antonio Gomes on quarta-feira, agosto 09, 2017 with 1 comment
Por Eliseu Antonio Gomes

Como eleitor brasileiro, paulista e paulistano, no passado eu votava fazendo uma composição entre as figuras do Executivo com as do Legislativo, para que, se meus candidatos escolhidos fossem eleitos, houvesse uma harmonia de forças entre Prefeito e Vereadores, ou Governador e Deputados Estaduais, ou ainda, entre Presidente e Senadores e Deputados Estaduais. Hoje, diante de tantos escândalos e decepções produzidos por políticos, que mostram dispostos mais a trabalhar em causas de interesses próprios do que em representação às necessidades do Brasil, mudei de ideia.

Passei a acreditar que é melhor haver um pêndulo expressivo entre as forças do Executivo e do Legislativo. Algo em torno de 50% para cada lado. Penso que o eleitor deve espalhar os votos em diversos partidos, para que as figuras eleitas não formem seus clubes de agentes de si mesmos, sem que ninguém os vigie de perto.

Diante desse cenário caótico na esfera política, como cidadãos cristãos diante das urnas de votação, jamais deveremos dar o voto aos candidatos que defendem práticas de aborto, descriminalização de drogas, e que trabalham contra o padrão da família aos moldes bíblicos.

Não convém confiar de olhos fechados nesse pessoal que se apresenta como dispostos a nos representar, e após vencer o pleito agem prejudicando quem os elegeu, transtornando o futuro das cidades, estados e união. Não é prudente dar o controle total para apenas um partido, ou dar aval para uma coalizão de partidos. É necessário fazer com que exista uma oposição firme contra quem está no Executivo e vice-versa.

Em tempo, até o momento, a figura em que eu votei e me sinto traído por ela é o Aécio Neves, quando candidato para presidente. Ele perdeu todas as eleições em que dei meu voto, graças a Deus. Nunca mais votarei nele ou em quem ele se dispor a apoiar, eleitoralmente. Dependendo de mim, sua carreira política está sepultada.

O melhor protesto cívico é sua atitude nas urnas. Eleja candidatos com responsabilidade, escolha gente nova, afaste os corruptos dos cofres públicos. Mande para casa quem dela nunca deveria ter saído.

E.A.G.

Publicado originalmente no blog Belverede.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Fidel e Lula na mira de sites e redes sociais

Posted by Eliseu Antonio Gomes on quinta-feira, dezembro 01, 2016 with 1 comment




Após a notícia da morte do revolucionário cubano, as redes sociais estão cheias de publicações sobre ele. Duas postagens, entre inumeráveis que eu vi, conquistaram minha atenção com maior interesse.

 1ª - “Morre Fidel Castro, ditador que tratava cristãos como criminosos.”

Matéria do site Gospel Prime. Fui atraído por esta matéria pelo fato de as principais agências de notícias do mundo todo não destacar os assassinatos movidos por perseguição religiosa, quando as vítimas são pessoas evangélicas. Não se cogita nem lembrar os Direitos Humanos.

  2ª - Uma “perola”, sem nexo, criada pelo ex-presidente Lula.

Frase repercutida no Facebook. Lula disse: “Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania. (…) Sinto sua morte como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei. (…) Hasta siempre, comandante, amigo e companheiro Fidel Castro”.

Ora, Fidel Castro foi governante em Cuba sem nunca ter sido eleito. Tratou oponentes com paredão e chumbo grosso. Houve a derrubada da ditadura de Fugêncio Batista pela ditadura Castro. Castro nunca foi democrático, com descaramento boçal mostrou-se ao mundo como ditador implacável.

Se a Democracia fosse oxigênio, há muito tempo todo o povo cubano teria se acabado sufocado.

Lula deve, mesmo, piamente, acreditar, naquela máxima idiota que afirma que a mentira dita repetidamente se torna verdade. É provável que se comportará feito um papagaio aos delegados da Operação Lava Jato, e pense que repetindo mentiras se livrará da cadeia e ainda volte para casa depois que receber a chave da cidade de Curitiba, ovacionado pelos paranaenses.

Enfim, duas particularidades que envolvem Fidel e Lula: ambos começaram a carreira pública sem a ideologia comunista. Fidel foi "discipulado" ao comunismo por Che Guevara e Lula pela atriz Lelia Abramo.

E.A.G.

Fonte: Belverede | Publicado originalmente com o título

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Resposta para alguém que que é contra arrecadação de dízimos e o salário de pastor evangélico

Posted by Eliseu Antonio Gomes on segunda-feira, novembro 21, 2016 with 1 comment

Iniciando este texto, quero deixar claro que não sou pastor, não tenho nenhuma espécie de vínculo com dinheiro de igrejas, a não ser à posição de quem entrega o dinheiro para sustentar o ministério.

1. Pastores, missionários e evangelistas.

Para argumentar contra o salário de pastor, críticos citam Mateus 10.9-10 ("digno é o obreiro do seu alimento") fora do contexto do assunto. Nesta passagem, os discípulos foram enviados para um trabalho evangelístico – em pouco tempo percorreram um trajeto fazendo visitas e logo retornaram. Não é o caso do ministério pastoral – o pastor convive com os membros da igreja, cuida de uma comunidade na posição de líder espiritual.

Por que o apóstolo Paulo não aceitou salário? Ora, não poderia fazer isso porque não era pastor, ele era apóstolo/missionário. Ele não lidava com gente convertida, seu contato era com gente se convertendo.

O apóstolo ensinou os convertidos a sustentarem pastores. O texto que trata de pastores/presbíteros com relação ao salário é 1 Timóteo 5.17. Nesta passagem bíblica, Paulo escreveu que aquele que se aplica ao ensino da Palavra deve ser estimado por digno de “duplicada honra”, pelos que são ensinados. No idioma grego, em que foi escrito o Novo Testamento, o termo empregado no qual ao português está vertido o vocábulo “honra”, tem o sentido de “honorário”, “salário”, “sustento como recompensa por bons serviços prestados”. 

Este texto não é de difícil compreensão. 

2. Vivendo pela fé.

Outra argumentação dos críticos do sustento pastoral é afirmar que o pastor deve viver pela fé.

O que é viver pela fé? Viver desempregado, viver sem salário, passar fome? Ora, é assim para aqueles que possuem uma fé limitadora, mas para quem possui uma fé no Deus de toda provisão, é diferente, é o extremo oposto.

Analisemos a galeria da fé, em Hebreus 11. Enquanto uns, pela fé, viveram sem alcançar as promessas de Deus, receberam zombarias, foram presos e torturados, morreram ao fio da espada, morreram queimados, outros, também pela fé, receberam as promessas de Deus, fecharam a boca de leões, apagaram a força do fogo, colocaram em fuga exércitos inimigos, conheceram a vitória, conquistaram reinos (versículos 33 ao 38).

3. O valor do trabalho de pastor evangélico.

As pessoas mundanas, que desprezam o Espírito Santo, alegam que o pastor que não exerce uma profissão na área secular é uma pessoa que não trabalha. Eles dizem isso porque não possuem a sabedoria do alto. O trabalho de um pastor - estudando a Bíblia para pregar e aconselhar os membros; orando pelos membros - é mais importante que qualquer trabalho deste mundo, porque é um trabalho de ordem espiritual; o pastor prepara almas para entrar no céu. 

É válido lembrar que para Deus uma alma vale mais que o mundo inteiro!

4. Defendendo os dizimistas cristãos e a coleta de dízimo nas igrejas evangélicas.

Penso que não devemos subestimar os dizimistas. Alguns descrevem quem entrega o dízimo como “pessoas de baixa instrução". Afirmar isso é agir com preconceito. Não são apenas pessoas com pouca escolaridade entregando dízimos nas igrejas, também existem pessoas cultas que fazem isso. 

O dizimista é dono do seu dinheiro, e nessa condição de dono precisa ser respeitado por todos nós. Ele faz o que quiser com tudo que é dele, não merece ouvir ou ler opinião de quem quer que seja a respeito do que queira fazer, se não solicitou auxílio à administração de seus bens.

.O dízimo nada mais é do que um sistema de ofertas sob a regra de dez por cento do salário do crente. Se a igreja recebe dízimos, pedindo que seja entregue voluntariamente, nada há de errado nisso do ponto de vista bíblico.

Conclusão.

Costumo aconselhar antidizimistas a consultarem o coração. Penso que eles precisam realizar uma autoanálise, para checar a motivação que os faz ficar contra as ofertas de dez por cento. Caso a razão da indisposição em ofertar seja o apego exagerado ao dinheiro, é necessário ter uma boa conversa com Deus e pensar em mudar o quanto antes possível seu posicionamento neste assunto.

E.A.G.

Fonte: Belverede. Artigo postado originalmente com o título Resposta para uma pessoa antidizimista e que é contra o salário de pastor.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016



Por Eliseu Antonio Gomes

“Nós não precisamos de Jay Z ou Beyoncé. Não precisamos de Jon Bon Jovi. Não precisamos de Lady Gaga. O que precisamos é de grandes ideias para fazer a América melhor novamente”, disse Donald Trump em um discurso pouco antes de sair o resultado de que ele era o vencedor do pleito eleitoral contra Hillary Clinton.

Esta semana, que chega ao final, foi surpreendente, aos olhos de tantas pessoas ao redor do mundo; para quem acompanhava a eleição ao cargo de presidente dos Estados Unidos. Institutos de pesquisa, cientistas políticos – e ao reboque vergonhoso quase toda a mídia jornalística – dava como certeza a vitória de Hillary Clinton, torcendo abertamente por sua vitória.

A derrota de Hillary também é o fracasso de atores de Hollywood, considerados astros, como Robert de Niro e Chris Evans (o ator que interpreta o Capitão América); de atriz aclamada como estrela, como Meryl Streep (indicada dezenove vezes ao prêmio Oscar e ganhadora de três). Este revés de Hillary é um choque de realidade para gente famosa da área da música, como Bruce Springteen (Born in the USA), Bon Jovi (It's My Life). O insucesso de Hillary é também de Madonna, Jay Z, Beyoncé. 

Por quê? Porque tais artistas emprestaram suas imagens (a popularidade?) para angariar votos, fizeram comícios em favor de Hillary.

Mas, o resultado desastroso da campanha eleitoral de Hillary também é um grande desastre do presidente Barack Obama e sua esposa Michelle, que se emprenharam de corpo e alma em diversos comícios realizados em diversos estados americanos. Nunca antes um chefe-de-estado norte americano se prestou ao papel de cabo eleitoral como Obama!

Apesar de tantas declarações polêmicas de Donald Trump, eu desejei que vencesse a campanha eleitoral. Quis isso porque ele declara ser contra o aborto, enquanto Hillary é defensora ferrenha de que toda gestante possa abortar, inclusive até aos nove meses de gravidez, dizendo que a mulher é dona de seu corpo.

De fato, a mulher é dona de seu corpo, porém, o feto não é parte de seu corpo, é um novo corpo. Caso o feto fosse seu corpo, todos os partos deveriam ser considerados mutilações. Não é?

Considero o posicionamento de Hillary, com relação aos abortos, uma atitude de monstruosidade, porque gravidez não é doença; o feto ou bebê é uma nova vida no útero materno, não é um tumor maligno. Qualquer pessoa com esta posição. que atenta contra o ser humano indefeso não pode ser presidente dos Estados Unidos e de nenhum outro país! Aliás, não é pessoa digna de nenhuma espécie de função que contenha status de autoridade.

E.A.G.

Fonte: Belverede Título da postagem original: A vitória de Donald Trump e a derrota de Hillary Clinton e da tropa de artistas famosos

domingo, 30 de outubro de 2016



Por Eliseu Antonio Gomes

O Magistrado Vallisney de Souza Oliveira, 51 anos de idade, titular da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, autorizou a Polícia Federal a deflagar a Operação Métis - a ação que prendeu o chefe de polícia legislativa do Senado e mais três agentes, dentro das dependências do Senado, na sexta-feira (21).

Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, um dos investigados da Operação Lava Jato, reclamou duramente, criticando as prisões. Desferiu ofensa ao Meritíssimo Vallisley, chamando-o de “juizeco”, desqualificando-o por trabalhar na esfera de primeira instância. 

Deve ter sido uma grande surpresa para Renan ver que a Ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), maior autoridade do Judiciário no país, e presidente Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - órgão de controle dos tribunais - tenha saído em defesa do colega togado Vallisley: "Todas as vezes que um juiz é agredido, eu e cada um de nós juízes é agredido. E não há a menor necessidade de, numa convivência democrática, livre e harmônica, haver qualquer tipo de questionamento que não seja nos estreitos limites da constitucionalidade e da legalidade", afirmou ela.

Para Vallisley, são "gravíssimos" os indícios contra os policiais do Senado Federal. Eles são suspeitos de atrapalhar investigações da Operação Lava Jato, na qual parlamentares são investigados, por fazer varreduras em residências particulares de Senadores para identificar e destruir eventuais escutas telefônicas instaladas com autorização da Justiça. 

Renan é alvo de 11 inquéritos no Supremo. Veja alguns:

• Renan é denunciado no chamado “caso dos bois”, inquérito criminal 2593, em andamento no Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República o acusa de ter cometido três crimes: peculato (desvio de dinheiro público ou bem público por funcionário público), falsidade ideológica e uso de documento falso. Segundo o Ministério Público, ele apresentou documentos falsos para forjar uma renda com venda de gado em Alagoas e assim justificar seus gastos pessoais.
• Renan também é acusado, na denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de desviar R$ 44,8 mil do Senado, por meio da chamada verba indenizatória, benefício ao qual os parlamentares têm direito para cobrir despesas associadas ao mandato. A punição para esses três crimes é o pagamento de multa e prisão, que varia de cinco a 23 anos.
• A pensão da Mendes Júnior. O caso é o seguinte: o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, pagava R$ 16,5 mil mensais à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. A revista Veja, entre 2004 e 2006, publicou matérias sobre a relação de Renan com a empreiteira, que recebeu R$ 13,2 milhões em emendas parlamentares de Renan destinadas a uma obra – feita pela empresa – no porto de Maceió.
• Crime ambiental. Renan é denunciado no inquérito 3589. Como proprietário da Agropecuária Alagoas Ltda., é acusado pelo Ministério Público Federal de pavimentar ilegalmente, com paralelepípedos, uma estrada de 700 metros na estação ecológica Murici, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no município de Flexeiras, a 66 km de Maceió.
• Laranjas do rádio. Renan ainda tem o inquérito 2998, por tráfico de influência no Ministério das Comunicações. Trata-se da compra de emissoras de rádios em nome de laranjas.
• A cota das passagens aéreas. Renan é acusado de usar a cota de passagens aéreas do Senado para arcar com os custos de viagens feitas por três personagens acusados de atuarem como seus laranjas em empresas de comunicação e por um agricultor suspeito de fraudar a venda de gado, em Alagoas.
No último dia 4, o ministro do STF, Luiz Edson Fachin, liberou para julgamento no plenário da Corte a denúncia contra Renan Calheiros, apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), que acusa o senador de arcar com as despesas de sua filha com a jornalista Mônica Veloso através de recursos da empreiteira Mendes Junior. Quem determina a data do julgamento da denúncia é, justamente, a ministra Carmem Lúcia. Caso essa denúncia seja aceita, Renan se tornaria réu.

Ação no STF, cujo objetivo é manter a preservação do sistema político nacional, que visa considerar inconstitucional que políticos réus em ações penais da própria Corte façam parte da linha sucessória da presidência da República, poderá atingir o presidente do Senado, Renan Calheiros, independentemente da data em que a determinação possa ser aprovada - ou de quando Renan vier a se tornar réu, se isso acontecer.

Além disso tudo, é possível que por essas ações, e outras, que tramitam no STF, o parlamentar corra o risco de perder o mandato e o posto de presidente do Senado, se em um desses casos for transformado em réu. A jurisprudência chama-se Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara de Deputados e ex-deputado federal, que foi afastado da presidência por determinação do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

E.A.G.

Fonte: Belverede

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91), mais conhecida como Lei Rouanet, captou R$ 9,129 bilhões, via abatimento de até 6% do Imposto de Renda no período de 20 anos. Após virar alvo de uma série de suspeitas do Tribunal de Contas da União (TCU) e críticas do povo brasileiro, foi substituída pelo projeto do governo que criou o Procultura (PL 6.722/10), já aprovado na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. 

Por Marco Feliciano

O dia 30 de junho ficará para sempre na memória do grupo Porta dos Fundos como o dia da colheita. O filme Contrato Vitalício, apontado pela mídia esquerdista como sendo a promessa de sucesso das férias, tornou-se um fracasso de bilheteria.

Nem os R$ 7.5 milhões captados pelo incentivo da Lei Rounet, nem seus milhões de seguidores, nem o "carisma e inteligência" da dupla Porchat/Duvivier foram capazes de lotar as 515 salas onde foram exibidos, e, um mês depois saiu pelas portas dos fundos.

Seria o roteiro? A malandragem? A falsa ousadia de tocar em alguns assuntos politicamente incorretos? Ou seria a resposta do povo brasileiro que assim como eu acredita que humor tem que ter independência?

 Afinal Duvivier e Porchat ate tentaram, mas nunca conseguiram negar serem cabos eleitorais do PT.

A boquinha da lei Rouanet fechou. Nem eles nem os "intelectuais" de esquerda conseguem mais defender o indefensável. O PT deu PT e os que estavam nesta "lotação", a famosa esquerda caviar, foram arremessados para o limbo da rejeição.

O dia 30 de junho ficará para sempre na memória do grupo Porta dos Fundos como o dia da colheita.

Fonte: Twitrer /  @marcofeliciano - 29 de julho de 2016

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Fundamentalismo religioso: uma analogia à Inquisição

Posted by Eliseu Antonio Gomes on quinta-feira, julho 14, 2016 with No comments

Por Samara Freitas 

Como consequência de uma interpretação fundamentalista de dogmas religiosos que causavam temor, aniquilavam ideias, reprimiam opiniões e garantiam os interesses de um clero cada vez mais voltado a valorização do ócio e obtenção de riquezas, a Idade Medieval trouxe como consequência a morte em fogueiras, as torturas inquisitórias e o temor a um Deus punitivo que cooptava seus fiéis em troca de milagres. O homem medieval semeou os primórdios do fundamentalismo, interpretando de forma extremista dogmas religiosos em seu benefício e distorcendo-os segundo a sua vontade. Assim, temos até os dias atuais religiões diversas que matam, trucidam e geram submissão em nome de Deus.

É, importante que compreendamos que os fundamentalismos existentes hoje, revelados através de ações de barbárie de religiões que realizam práticas de tortura, que submetem suas mulheres a práticas humilhantes ou que matam em nome de Deus revelam que a prática do fundamentalismo religioso está intimamente relacionada a manutenção de tradições cristalizadas, políticas autoritárias e organizações culturais e sociais que definem papéis segregacionistas, beneficiando grupos ou minorias através da religião.

Vale que ressaltemos que o fundamentalismo não está restrito ao mundo islâmico. Este, enraizou-se em diversas religiões e tem levado perda da essência dos princípios éticos, morais e espirituais não apenas dos líderes religiosos, mas de todos os membros membros da comunidade. [continuação da leitura no blog original deste artigo: Não Somos Colônia].

terça-feira, 14 de junho de 2016

Igreja não é ambiente para "peixinho de Deus"

Posted by Izaldil Tavares de Castro on terça-feira, junho 14, 2016 with No comments
O profeta Jonas e o grande peixe.
Por Ev. Izaldil Tavares de Castro

O verdadeiro cristianismo não nos induz a proclamar ao mundo que somos usufrutuários ou herdeiros das riquezas celestiais. Não é o herdeiro quem decide o tempo de iniciar o usufruto dos bens herdados.

Vivemos tempos em que os púlpitos funcionam como cartórios de distribuição de herança celestial. Pouco se informa que herdeiros têm, antes, que ser filhos. Estranhos não herdam! Não adianta ajuntar uma multidão sequiosa de bênçãos e informar-lhes enganosamente que o "céu está aberto" a despejar toda sorte de dádivas adequadas a satisfazer seus humanos desejos. Também não é dada a igreja a autoridade de exigir do Pai aquilo que deseja para esta vida. O Pai decide o que dá e o que nega, e a Sua vontade é "boa, agradável e perfeita" (Rm 12.2).

À Igreja não é dada a autorização de viver como filhos ansiosos, a aguardar o inventário dos bens paternos. Não fomos chamados para mostrar ao mundo que somos "riquinhos", ou "filhinhos de papai", ou "peixinhos de Deus": fomos chamados para sermos perseguidos, injuriados, sofredores por Cristo, mas, incansáveis proclamadores de uma mensagem de arrependimento à humanidade.

Somos pecadores carentes da misericórdia do Senhor nosso Deus. Vivemos por misericórdia divina, e alcançamos a condição de filhos (futuros herdeiros com Cristo) pelo fato de reconhecermos a graça salvadora provinda de Jesus Cristo, nosso Senhor, o qual nos redimiu pela morte vicária na cruz.
O apóstolo Paulo deixou claro que "combatera o bom combate" até o fim. Terminada a carreira, é que ele aguardava o "prêmio da sua vocação".


Cumpre-nos, urgentemente, avisar à Igreja que, neste mundo, ela não pode agir como o filho pródigo, uma vez que a herança não lhe está disponível para este tempo. É necessário que a igreja hodierna retorne ao evangelho e releia as bem-aventuranças relatadas por Jesus, em Mateus, 5.

Chega de templos que reúnem pessoas como parques de diversão ou docerias, os quais atraem crianças ávidas por ganharem presentes dos pais. Igreja é lugar de arrependimento do pecado; é lugar de lamentar a miséria humana e de pedir a misericórdia do Senhor. Igreja é lugar de adorar, exaltar e louvar o Pai, por tudo quanto Ele é e faz, e que, em sua magnanimidade, indica-nos, por Sua Palavra, o caminho a seguir e a obra a efetuar neste mundo.

As promessas da herança do crente resumem-se àquilo que está registrado no Apocalipse: "Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono" (Ap 3.21). Que o Senhor abra os nossos corações e mentes para agirmos em consonância com as suas determinações.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

O tanque de Betesda

Posted by Eliseu Antonio Gomes on segunda-feira, junho 13, 2016 with No comments

Esdras Cabral de Melo. Pensata Teológica.

Por Esdras Cabral de Melo

Sobre a cura de um paralítico de Betesda (João 5.1-15). O tanque é religioso, o anjo é crendice, mas o milagre é divino. Em visita ao Tanque de Betesta em Israel.

A muito se tem discutido sobre a questão da veracidade do tanque de Betesda. Para alguns estudiosos da bíblia a discussão ficou tão acirrada sobre o assunto que se esqueceram do mais importante da passagem de João capítulo. 5. Que não era o tanque, nem o anjo e sim o milagre ter acontecido à cura do paralítico pelo mestre Jesus.

Todos nós que somos biblicistas sabemos que a cidade de Jerusalém sempre foi muito importante por ser considerada à cidade sagrada. Por judeus, cristãos e muçulmanos.

Nessa cidade havia uma fonte de água que ficava próximo da “porta das ovelhas”, ou seja, próximo a um mercado de animais. Talvez por essa cidade, ser reconhecida como sagrada, e, portanto, mística.

Nasceu a história de que essa fonte possuía águas miraculosas. Dizia-se que um anjo vinha do céu uma vez por ano, agitava as águas e o primeiro doente que mergulhasse, seria curado.

Muitas pessoas se aglomeravam aguardando um milagre. Na verdade uma multidão de pessoas inválidas: cegos mancos e paralíticos.

Foi construído nessa fonte um pavilhão para abrigar tanta gente, este possuía um alpendre com cinco pavimentos. O lugar foi denominado, ironicamente, de Betesda – que em hebraico significa “casa de misericórdia”.

“Conta-se que muitas famílias, para se verem livres dos doentes, os abandonavam nos alpendres do tanque de Betesda. Os ricos compravam escravos para os ajudarem a entrar nas águas.

Alguns alugavam as bordas mais próximas, que possibilitavam melhor acesso. Todos queriam o seu milagre e, lógico, os mais abastados, sagazes e famosos, se sentiam perto da graça”.

É óbvio que se os mais abastados ficavam nos lugares de melhor acesso para entrar na água, os pobres e miseráveis ficavam sempre no fundo do pavilhão, sempre por último.

Eu sei que é difícil, mas imaginemos a situação: Um lugar que se acreditava que um anjo descia uma vez por ano, mas ninguém sabia a data exata.

De repente alguém grita: “o anjo agitou as águas”, e a confusão estava feita, doentes se jogando por todos os lados na tentativa de ser o primeiro a entrar, e novamente aconteceu que, ninguém sabe ao certo quem foi o primeiro e, portanto, não houve cura. Mais um ano de frustração.

As pessoas afirmavam que o anjo descia até o tanque anualmente, mas ninguém sabia a data exata. Irrequietos, os doentes mais hábeis saltavam, esporadicamente, para se anteciparem ao anjo. A confusão era constante. Os que se sentiam melhor corriam pelos corredores gritando “aleluia” e outros, nervosos e frustrados, desmentiam os milagres. Vez por outra, levantavam-se profetas prevendo o dia preciso em que o anjo visitaria o local.

A passagem de Jesus pelo tanque de Betesda aconteceu num sábado, o dia sagrado dos judeus, porque ele tinha um propósito: mostrar que a religião se preocupa, prioritariamente, com a sua estabilidade. Os religiosos sobrevivem da ilusão e não têm escrúpulos de gerar falsas expectativas em pessoas fragilizadas.

A Jerusalém do século I a.C. reunia vários elementos das culturas anteriores, como babilônicos, persas e helênicos, que as tinha conquistado. O helenismo profundamente difundido pela alta sociedade encontrava forças nas suas bases culturais principalmente quando estava relacionado à cura de doenças, estas eram entendidas pelos povos semíticos como provenientes de demônios crença essa difundida desde períodos remotos.

Mas, essa piscina, descoberta quando da ampliação de uma casa no contexto de Jerusalém no final do século XIX, foi escavada em meados do século XX.

Para surpresa dos arqueólogos, alguns dados vieram à tona: o primeiro deles é que essa piscina faz parte de um complexo ligado ao santuário de Serápis (Asclépio) que era o deus associado à cura.

Ela tem muito pouco (pelo menos o que foi escavado) haver com o ambiente estritamente judaico. Talvez, por isso, Jesus não mandou o homem mergulhar na piscina; ele o curou ali mesmo na borda.

Este era um santuário do deus da cura, Asclépio, e parece ter muito mais relação com as guarnições multiétnicas romanas estacionadas em Jerusalém, o que não quer dizer que ele também não possa ter atendido a judeus helenizados”.

Foram encontradas no local colunatas do estilo romano e uma pintura de um anjo agitando as águas que segundo os especialistas responsáveis pelo achado comprovam que essa pintura é do período dos imperadores romanos cristãos, fato esse comprovado pelos profissionais químicos atuais, responsáveis por estudos mais profundos utilizando a técnica do carbono 14.

Os romanos reutilizaram a estrutura e a aumentaram consideravelmente. Acrescentaram cisternas, bancos nas salas cobertas e, possivelmente, um altar para sacrifícios. O lugar era claramente um santuário onde se tomavam banhos de cura, sob a proteção de Serápis*, como mostra as peças arqueológicas descobertas.

Afrescos murais representando a cura; ex-voto comemorando as duas funções de Serápis (curas e salvamentos no mar); moedas reproduzindo a efígie de Serápis e da deusa Hígia, filha de Esculápio; uma representação mostrando Serápis como serpente com a cabeça de homem barbado.

O Tanque de Betesda ficava localizado próximo a uma fonte que segundo registros, já tinha a função de abastecimento desde o período de Salomão, como os mapas utilizados pela autora Karen Armstrong mostram. A primeira menção de ocupação da atual área de Jerusalém, remonta do século X a.C. pelo povo Jebuseu, nesse período não tinha referências de águas subterrâneas, à parte ocupada pelos Jebuseus se resumia a um elevado bem protegido e com a fonte de Gion.

Contudo, constatamos que, o tanque nada mais era que uma espécie de “Aparecida do Norte” de sua época. Judeus que acreditavam em algo obviamente inexistente. O Tanque de Betesda é símbolo do formalismo e misticismo religioso, onde jazem milhões e milhões de pessoas ao redor de um símbolo, aguardando que um dia aconteça alguma coisa que os tire desta situação!

Sobre a Pregação que devemos fazer

Se você passou muito tempo ouvindo e pregando de forma diferente acerca desse assunto. Nunca é tarde para se corrigir. Levando em conta que:

1 – O tanque nada mais é do que um lugar religioso cheio de misticismo e fábulas sobre curas e milagres;

2 – O anjo mencionado no vers. 4 (falta este versículo nos melhores Mss. Do original, mas Tertuliano (145-220 d.C) faz referência a esta tradição). na verdade era uma crendice do povo religioso e que virou censo comum sem nenhuma comprovação pelos milagres acontecidos. Claro que pode ser que alguns se diga ter sido “curado” pois sabemos que o diabo quando permitido por Deus pode realizar tal feito;

3 – o que deve ser enforcado na suam mensagem além de fazer essas ressalvas é priorizar o fato, o milagre ter acontecido não pelas água agitada, nem tão pouco pelo anjo que descia e sim pela palavra de autoridade e poder do Senhor Jesus.

___________

Admite-se que o culto a Serápis tenha sido introduzido em Alexandria, por volta do século IV a.C. com o propósito de reunir em um sincretismo as tradições religiosas egípcia e helênica. Fonte. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ser%C3%A1pis 

Do lado egípcio, o deus identificava-se com Osíris, o marido de Ísis; do lado grego, aproximava-se de Dionísio e dos seus mistérios. Nas duas tradições, esses deuses presidiam à vegetação e governavam o mundo subterrâneo. Por um certo tempo, Serápis ganhou o status de deus masculino universal ("o único Zeus Serápis"), e seu culto, geralmente associado ao de Ísis, disseminou-se pelo mundo Greco-Romano. No reinado do imperador Teodósio I, em 391, o grande Templo de Serápis, em Alexandria, foi atacado e destruído por ordem do bispo Teófilo. Serápis é representado com o aspecto de um homem de idade madura e semblante grave, usando barba e longos cabelos. O seu atributo é o cesto sagrado dos mistérios, símbolo da abundância, juntamente com a serpente de Asclépio, uma vez que ele era, igualmente, um deus curandeiro.

www.ubeblogs.netESDRAS CABRAL DE MELO é Doutorando em Psicanálise Aplicada da Educação e Saúde. Mestre em Teologia. Pós-Graduado em Antropologia na UFPE, em Metodologia do Ensino Superior, em História das Artes e das Religiões e Ensino de História pela UFRPE. Formado em História e Teologia. Palestrante Educacional e Motivacional na Docência da Rede Pública de Ensino das Prefeituras e do Estado de Pernambuco. Escritor, Educador, Historiador e Teólogo. Também Promove Seminários e Simpósios Relacionados às Ciências Humanas.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Como definir política?

Posted by Eliseu Antonio Gomes on quarta-feira, junho 01, 2016 with No comments


Por Eliseu Antonio Gomes

"Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama" - Provérbios 29.2 (NTLH).

A melhor definição que encontrei para "política" nos dicionários, é: a arte ou ciência de organização. Então, sem a política partidária, tudo se transforma em bagunça, anarquia.

É impossível viver sem fazer política. A própria decisão pessoal, voluntária e de fórum íntimo, de não votar, rejeitar informações sobre o andamento da política partidária, é um ato político importante.

A prática da política partidária, em si mesma, não é benéfica ou maligna. Torna-se nociva quando praticada por gente corrupta. Cabe ao cidadão de bem, através do voto, afastar essa gente - de coração podre - para bem longe dos cofres públicos, evitar que eles tenham o poder.

Como cristãos, entendo que não devemos deixar de nos informar e exercer nossa cidadania, votando. É nossa responsabilidade colocar nas instâncias do Legislativo e Executivo pessoas que, além de serem capacitadas aos cargos, sejam tementes a Deus.

Não queremos que o País seja regido por gente que queira destruir a Democracia, por quem pense em usar doutrinas religiosas ao invés da Constituição, desejamos que o cristão eleito seja alguém que exerça o seu mandado se fiando pelo bom senso democrático, tenha honestidade no coração e insaciável sede de justiça.

E.A.G. | Belverede

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O Cristão e a Universidade - obra literária de Valmir Nascimento lançada pela CPAD

Posted by Eliseu Antonio Gomes on segunda-feira, maio 30, 2016 with No comments

O Cristão e a Universidade - livro de Valmir Nascimento Milomem Santos lançada pela CPAD.

"Com muita gratidão a Deus comunico o lançamento do meu livro "O Cristão e a Universidade" pela CPAD. Trata-se de um guia abrangente para a defesa e o anúncio da cosmovisão cristã no ambiente universitário, com o objetivo de formar uma mentalidade eminentemente cristã na vida daqueles que ingressam nesse meio. A obra será lançada oficialmente no encontro Liderar, em Brasília, dia 17 de junho. Em breve, estará a venda em todas as redes de livrarias e no site da Editora CPAD" - Valmir Nascimento Milomem Santos.

E.A.G.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

AFINAL, QUE FAZER?

Posted by Izaldil Tavares de Castro on quarta-feira, maio 25, 2016 with No comments
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 Acabo de ler ferrenha discussão a respeito de uma pregação do pastor Ed René Kevitz. Não vou entrar no sentido teológico da pregação, mas tratar um pouquinho da semântica do texto.
Há necessidade de sempre se estar atento para a sagacidade (no bom sentido) dos discursos. Políticos e oradores sacros bem formados dominam bem essa Arte.
O discurso, em geral, baseia-se em um viés: aquele que o receptor capta imediatamente, sem perceber que há um conteúdo mediato, uma intenção subjacente à forma. Eis o perigo, porque aquele viés pode ocultar outro, não explícito, todavia, mais importante. Sobre isso, os interessados podem consultar uma excelente obra dos professores Platão Savioli e Luiz Fiorin: "Para entender o texto: leitura e redação" (Ática).
Na pregação, Ed René constrói um discurso que desmonta as teses vistas na maior parte das pregações, como se ele viesse na contramão de todos os pregadores. Isso não se comprova, se for buscado o segundo viés, o subjacente, baseado na relatividade dos raciocínios.
Uma mente mais aguçada poderá perceber que a orientação para "deixar de fazer" talvez pretenda levar ao "fazer", desde que...
O citado pregador não deixa explícito o segundo viés (pelo menos, na parte que está disponível na gravação), mas não se deve duvidar de que, como cristão convicto, ele queira que seus ouvintes não usem práticas inócuas, mas que pratiquem tudo aquilo que foi negado, desde que tenham um coração genuinamente convertido ao evangelho de Cristo.
É, no fundo, dizer: "Não faça nada disso por fazer; mas, faça tudo isso por amor a Cristo".
É! Discursos exigem muito também do receptor. Estejamos atentos!
Ev. Izaldil Tavares de Castro

segunda-feira, 23 de maio de 2016

QUEM ESTÁ CERTO?

Posted by Izaldil Tavares de Castro on segunda-feira, maio 23, 2016 with No comments
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 Ser uma nova criatura em Cristo não nos isenta das falhas próprias desta existência. Mas não nos é dado o direito de navegar tranquilos nas águas turvas da nossa personalidade, se é que temos o Espírito de Cristo (Romanos, 8.9).
Nossa condição humana faz-nos seletivos e exigentes quanto às demais pessoas; se temos uma desavença, o outro recebe a totalidade da culpa, e nós plenos de razão.
Acontece que os amigos selecionados hoje não têm a garantia de permanência nessa condição: poderão ser destituídos e defenestrados, assim que nos desagradarem. Nós, porém, temos à mão o salvo-conduto que nos dá a condição de inerrantes, a razão é nossa companheira inseparável.
Que fazemos com os considerados ex-amigos? Afastamo-nos deles, tornamo-los desconhecidos, viramos-lhes as costas, sempre protegidos pela fiel razão que nos acompanha.
O perigo, entretanto, é que nos dizemos filhos de Deus, e por sua misericórdia o somos; desde que o Espírito Santo - Esse sim, nosso companheiro e guia - toque em nossas consciências para percebemos a grande falha em que nos metemos e, a necessidade do perdão divino nos faça perceber a condição misericordiosa de nova criatura em Cristo.
Jesus não nos ensinou o enfrentamento, nem a disputa pela razão; ensinou-nos aceitar a posição menos interessante para a nossa personalidade: "Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas..." (Mateus,5.39-41).
Ser nova criatura em Cristo implica observar nossas ações, nossos caminhos, nossas decisões, ainda que sujeitos a enormes falhas. "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João, 1.8-9).
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

sábado, 21 de maio de 2016

AOS DEVEDORES, O PESO DA LEI.

Posted by Izaldil Tavares de Castro on sábado, maio 21, 2016 with No comments
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 Por que motivo Edir Macedo, RR Soares, Waldemiro Santiago, Samuel Ferreira e Silas Malafaia são citados pelo líder de UMA DAS Assembleias de Deus (a Igreja Assembleia de Deus não é uma só) como os primeiros líderes a serem perseguidos no Brasil?
Qual a causa dessa pretensa "perseguição"?
Vale lembrar que investigação de falcatrua não é perseguição. Que se investiguem quaisquer acusações, a fim de comprová-las, ou refutá-las. Limpeza é necessário.
Entretanto, hoje, em programa de televisão, aquele líder sediado no Brás, chega ao absurdo de conclamar os crentes para se prepararem a sair às ruas em manifestações, a fazerem "panelaços" em defesa dos nomes citados acima. Será esse um critério evangélico? Merece apoio uma proposta tão díspar da atitude cristã?
Outra pergunta que se manifesta: qual a razão de pastores de formação (e talvez conduta) assembleiana estarem numa lista em que se mencionam pessoas como Edir Macedo, que não é pastor evangélico, mas líder de uma seita espúria; RR Soares que diz ter a missão (missionário) de propagar a "teologia da exigência de bênçãos" pelos méritos do solicitante; de um Waldemiro Santiago, inventor da "toalhinha abençoada", do "trízimo" e de outros meios de arrecadar dinheiro? Faltou na lista dele o Agenor Duque, rei da papagaiada!
Pois bem, se a Justiça brasileira tiver de intimar QUALQUER PESSOA, para prestar contas sobre seus negócios, suas administrações, seus relacionamentos políticos, não cabe à Igreja fazer manifestação pública alguma, pelo menos, até que todas as coisas estejam postas em pratos limpos. Aos devedores o peso da Lei.
Ev. Izaldil Tavares de Castro.,

segunda-feira, 16 de maio de 2016

A FALTA DE VOCABULÁRIO E O HINÁRIO CRISTÃO

Posted by Izaldil Tavares de Castro on segunda-feira, maio 16, 2016 with No comments
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A FALTA DE VOCABÚLÁRIO E O HINÁRIO CRISTÃO
A deficiência vocabular é uma dificuldade que nos atinge indistintamente. Não há quem abarque o universo vocabular de uma língua. Por isso se fazem dicionários.
O problema está em que não se desenvolveu a prática de consulta a esses manuais tão importantes. O desprezo chega ao absurdo de se chamarem os dicionários de "pai dos burros", quando, na verdade, eles são "amigos dos inteligentes".
Os hinários evangélicos, para o canto congregacional, principalmente a Harpa Cristã e o Cantor Cristão, além daqueles elaborados para o canto coral, conhecidos como Coros Sacros e Antemas Celestes, trazem composições que são verdadeiros poemas clássicos, motivo por que se expressam num vocabulário já distante do usual linguístico de grande parte dos falantes.
Rigorosamente falando, a necessidade nem é apenas de dicionário, mas de umas poucas lições sobre linguagem figurada e noções de Literatura, matéria obrigatória no currículo do Ensino Médio nacional.
Embora os hinos das coletâneas mencionadas sejam ricas joias da hinódia evangélica, muitos crentes os entoam sem atinar para o sentido de suas palavras.
Por exemplo, veja-se um verso da primeira estrofe do hino 83, da Harpa Cristã que diz:
"Mais belo que o ouro do sol nado é a Ti mirar"
Dificilmente a congregação terá compreensão dessa magnífica frase que enaltece a beleza de Cristo, que é mais belo que o "ouro do sol nascente"
Há uma metáfora: o brilho intenso, fulgurante do sol que surge, no emprego da palavra ouro.
Mais dificuldade há para a compreensão do adjetivo de baixa frequência, no fragmento "...do sol nado". O adjetivo nado, no poema, corresponde a "nascente" (nato, nascido); logo, o poeta expressa, no verso em apreço, que mirar (fixar os olhos admirados) a (em) Jesus é mais belo do que ver o fulgurante brilho do sol que emerge, nascente, nascido, nato..
O problema aqui relatado quanto aos hinos é extensivo às páginas da Bíblia. Quanta falta de entendimento dos textos da Palavra de Deus são provocados pela deficiência de vocabulário e de leitura?
Recomendo que as lideranças das igrejas e congregações incentivem seus membros ao estudo da nossa língua, providenciem cursos, ainda que rápidos, sobre o idioma e esclareçam o sentido dos textos que irão cantar,.
Esse incentivo produzirá crentes capacitados para tirar maior proveito dos belos hinos que se cantam nos cultos.
Que nas Assembleias de Deus não substituam os hinos da Harpa Cristã por quaisquer outras cantorias que tanto assediam os crentes desta época. Que os conjuntos corais ressuscitem as belas páginas dos Coros Sacros e do Antemas Celestes.
Ev. prof. Izaldil Tavares de Castro.

PASSANDO DE SIMÃO BARJONAS A PEDRO

Posted by Izaldil Tavares de Castro on segunda-feira, maio 16, 2016 with No comments
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 Já ouvi muito crente dizer que nada tem a ver com política. Trata-se de uma afirmação - que precisa ser combatida - reveladora de ignorância da cidadania. Todo ser humano é político. Fazemos política quando exercemos uma profissão em troca de um salário acordado; fazemos política quando falamos de qualquer assunto em casa, na sociedade, na igreja; fazemos política quando orientamos a nossa família a seguir o que julgamos oportuno ou correto. A política é característica naturalmente humana. Se somos adeptos, ou não, daquilo que alguém faz, praticamos política!
Claro que na condição de cristãos, como discípulos do Senhor Jesus, priorizamos os assuntos do Reino de Deus; por isso, todas as nossas manifestações políticas (partidárias ou não) precisam pautar-se pela Escritura Sagrada. Fazemos isso com normalidade? Não!
Muitas vezes, cometemos grandes falhas (eu confesso as minhas) por causa do entusiasmo que nos vem no combate aos erros e desmandos que percebemos: são coisas que, não raramente, nos provocam até um descontrole emocional. Ainda temos muito do discípulo Simão Pedro!
Para nos encontrar, basta lermos os Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos, Lucas). Neles temos conhecimento das inúmeras falhas daquele pescador da Galileia. Muitos somos como ele!
Entretanto, o galileu sanguíneo foi encontrado pelo Manso Galileu, que lhe foi mudando o caráter, no decurso de três anos, até que Simão Barjonas fosse tornado o apóstolo Pedro, dirigente da igreja primitiva, instituída pelo Senhor Jesus.
Certo é que vivemos num mundo conturbado. Certo é que nos irritamos com a pecaminosidade crescente à nossa volta. Certo também é que quase sempre desembainhamos a espada para defender os bons princípios, para defender a igreja de Cristo etc. Porém, certo é que, assim como Jesus reprovou tantas atitudes de Pedro, tem reprovado as nossas.
Precisamos arrependermo-nos da nossa sanguinidade, a fim de que, ao pretender ir ter com o Mestre, andando por sobre as ondas, nossa fé não esteja naquilo que "podemos", mas n'Aquele que dia a dia nos molda, até que cheguemos à estatura de varão perfeito: o próprio Senhor Jesus.
Peçamos a Deus, no nome Senhor Jesus, que o Espírito Santo domine a nossa vida, a nossa compreensão e as nossas ações. Que Ele nos molde, fazendo-nos em todo tempo e em todo lugar verdadeiros discípulos do Mestre, que nos chama de sal da terra e luz do mundo,
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

EU SOU PROFESSOR DE PORTUGUÊS!

Posted by Izaldil Tavares de Castro on sexta-feira, maio 13, 2016 with No comments
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Se eu fosse médico, não apoiaria a quem se medica por conta própria; se fosse advogado, não incentivaria leigos a tratarem assuntos legais, à revelia do conhecimento jurídico; como teólogo, não me caberia o papel de abonar uma interpretação desavisada da Escritura Sagrada. Por que, como professor de língua portuguesa, eu apoiaria quem fala mal, escreve errado, comunica-se precariamente, e orgulha-se de sua ignorância?
Evidentemente, nesses últimos 13 anos, pelo menos, o Brasil despencou em queda livre, até esborrachar-se no piso da estupidez, relativamente a tudo quanto se chama inteligência e bom senso. A praga da “favelização” contaminou, sem exceção, todo e qualquer setor da atividade nacional. Não se trata apenas da “favelização ambiental”; mas, a pior influência atingiu a qualidade racional de grandíssima parte dos nossos compatriotas.
Todavia, retomo o foco deste assunto. Parece generalizar-se nas mídias sociais uma concepção desastrosa do uso da língua portuguesa. Já não é raro encontrarem-se postagens pessimamente redigidas (refiro-me à linha de (des) raciocínio), além de repletas dos mais absurdos erros de concordâncias, regências verbal e nominal e, - choremos! - de ortografia. E não trato aqui da miserável pobreza de vocabulário! A maioria dos usuários do “Facebook” não consegue fazer uma lista dos parônimos mais corriqueiros! A maioria desses usuários associa a palavra infração à noção de trânsito. Vincula “flagrante” a situação policial!
Todavia, aparecem “sábios” a divulgar que o importante é “escrever” e, se houver alguma crítica, que se cole a resposta: “Não sou professor de português!”. Que dizer dos púlpitos! Ali também o importante é “pregar”! Acho seja “pregar peça” no pobre ouvinte. A igreja cristã, os líderes evangélicos deveriam ser os mais destacados defensores da boa linguagem, do estudo efetivo, tanto da língua quanto da arte do sermão. Se Deus nos deu um cérebro, deu-o para pensar; não no-lo deu para decorar, repetir, ou falar coisas sem nexo lógico.
Fica, aqui, o meu veemente repúdio aos defensores do aviltamento da linguagem escorreita. Também nisso o Brasil precisa mudar. Sou, com orgulho, professor de português (e dou aulas!).
Ev. Izaldil Tavares de Castro

domingo, 8 de maio de 2016

O BRASIL É DO SENHOR JESUS? NÃO!

Posted by Izaldil Tavares de Castro on domingo, maio 08, 2016 with No comments
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Perdoem-me os que pensam diferentemente de mim. Afinal, o importante não é só "pensar", mas ter como defender aquilo que se pensa ou defende.
Existem alhures, nas entradas das cidade, placas que declaram ser do Senhor Jesus aquele município. Pregadores conceituados, no calor da defesa do evangelicalismo nacional, gritam que o Brasil é do Senhor Jesus. Quanto a tais declarações, provavelmente eu me coloco em situação bem diversa da maioria dos crentes, exatamente pelo hábito que tenho de nada ouvir ou acatar sem raciocinar e avaliar, segundo os padrões da Palavra de Deus. A Bíblia é os parâmetros das minhas considerações.
É, de fato, doloroso observar que a grande massa de evangélicos, também chamados crentes, brasileiros, no quesito avaliação do que ouvem tiram constante nota zero. Tudo quanto alguém que estiver em posição de liderança ou destaque disser será imediatamente acatado. Não deveria ser assim, porque poderíamos - os cristãos - diferir dos ímpios que constituem a imensa massa de manobra neste Brasil.
Todo crente deveria saber de cor o relato de Atos, 17.10-11, em que os cristãos (recém-convertidos) da cidade de Bereia receberam a designação de "nobres": " Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias, para ver se as coisas eram, de fato, assim".
Que lugar deste mundo (lugar sob um domínio ou sistema) pertence ao Senhor Jesus? Afirmo que, por ora, nenhum! "O mundo inteiro jaz no maligno". (1Jo 5.19)
Jesus, depois de ser batizado, foi levado pelo Espírito ao deserto, onde, por quarenta dias, foi tentado pelo diabo. Entre as várias tentações por que passou, está registrada uma oferta diabólica: "... Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares". (Mt 4.8-9).
Note-se que o Senhor Jesus não questionou a propriedade dos reinos deste mundo; repreendeu o interesse diabólico da adoração. O ser humano, ao pecar contra Deus, abriu as portas para o domínio satânico do mundo; isto é, legitimou a posse (temporária) do maligno.
Varias vezes Jesus declarou que o sistema que se chama mundo não lhe pertence. "... O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu rerino não é daqui" (Jo 18.36).
Em sua oração ao Pai, na condição de nosso sumo sacerdote, Jesus declarou que não orava pelo mundo, mas, por aqueles que do mundo Lhe foram dados. (Jo 17.9).
Não é cabível, portanto, que - por mais desejosos que estejamos pelo senhorio absoluto de Cristo - digamos que qualquer nação, estado, cidade ou município sejam do Senhor Jesus. Ora, como se poderá fazer uma declaração dessa natureza, se considerarmos o mundo caótico, maligno, criminoso, mal administrado em que vivemos? Terá o Senhor Jesus abandonado o que Lhe pertence? De modo algum.
O Brasil não é do Senhor Jesus, e, se o fosse, o maligno aqui não imperaria. Nós somos do Senhor Jesus, aqui vivemos e passamos por angústias, até que chegue o glorioso momento da nossa grande libertação.
Em lugar de promovermos reuniões de natureza política, para fazer clamor por esta terra, deveríamos clamar para que o Senhor nos guarde a cada dia do mal que no mundo opera.
Examinemos as Escrituras, e não sigamos os discursos repletos de interesses menos explícitos. Sejamos como os nossos irmãos de Bereia!
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

QUAL A MELHOR IGREJA?

Posted by Izaldil Tavares de Castro on segunda-feira, abril 25, 2016 with No comments
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 As entidades religiosas ditas cristãs costumam denominar-se "igrejas", ou, como define O. S. Boyer: "Conjunto dos fiéis ligados pela mesma fé e sujeitos aos mesmos chefes espirituais". Deste ponto de vista, são diversas as igrejas distribuídas por este país. Em princípio, não é a fé que distingue uma igreja cristã de outra, mas as orientações doutrinário-eclesiásticas de seus respectivos chefes espirituais.
Quanto à fé, os componentes das igrejas cristãs podem ser chamados de "irmãos de fé"; quanto à interpretação doutrinária adotada e normas eclesiásticas, há variantes consideráveis.
Aqui, é possível entender-se o termo fé no sentido de consciência religiosa; ou seja, toda igreja cristã evangélica tem como regra exclusiva de sua fé a Bíblia Sagrada. Trata-se da Teologia cristã: por este ângulo, a Bíblia explica-se a si mesma e sua aceitação é inequívoca, independentemente da denominação.
A causa das diversas denominações eclesiásticas é exatamente a interpretação doutrinária e o sistema de administração. Portanto, não há espanto em se verem "tantas igrejas evangélicas". Vale lembrar, em tempo, a existência de pseudoigrejas evangélicas, as quais vivem à sombra, margeando a seara evangélica e causando terrível mal à compreensão do cristianismo bíblico.
O Senhor Jesus disse que estabeleceria a "Sua Igreja", e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt 16.18). A que denominação evangélica o Senhor se referiu? Dentre tantas igrejas qual se tirará como a Igreja referida por Jesus? Jesus não se referiu a qualquer denominação.
Na verdade, a Igreja de Jesus é mística, invisível, inacessível à identificação humana. A igreja de Jesus Cristo não se identifica por uma placa, por um endereço, nem por uma administração humana; todavia, ela (a Igreja de Cristo) está disseminada entre as diversas denominações eclesiásticas. As denominações são, portanto, núcleos permitidos por Deus, a fim de congregar os seus escolhidos, encarregados de promover a causa do evangelho. "...Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" (At 2.47).
Não é raro que haja pessoas procurando "uma igreja em que se sinta bem". Ora, aquele que está ligado à Igreja mística do Senhor jamais estará perdido, à procura de um espaço "para sentir-se bem", pois é dirigido pelo Espírito Santo. "Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos; seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas, graças a Deus porque, outrora escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça" (Rm 6.16-18).
"O próprio Espírito (Santo) testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm 8.16 - parênteses meus).
Não existe "igreja perfeita", porque nela se reúnem pessoas - portanto, falhas - além de a ela se ajuntarem, também, os que não pertencem à Igreja que o Senhor Jesus edificou. A igreja-denominação é uma espécie de hospital de almas: algumas são curadas, outras mantêm-se enfermas, por causa da dureza dos seus corações.
A procura de uma igreja à qual se filiar exige a direção divina e a consciência de que se liga a um núcleo em que a regulação da fé (mencionada acima) está em absoluta conformidade com a Escritura Sagrada.
Medite em sua situação perante Cristo. Aceite o convite que Ele nos fez: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). Só os que, de fato, vêm a Jesus Cristo constituem a sua verdadeira igreja; não basta frequentar uma denominação cristã, pois, "Nem todo aquele que me diz "Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mt 7.21).
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

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